ENERGIA

Chesf bate recorde de geração de energia desde setembro

A estatal está garantindo a geração de 7 mil megawatts médios de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Isso vem ocorrendo desde setembro e deve acontecer até outubro

Angela Fernanda Belfort
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Angela Fernanda Belfort
Publicado em 24/09/2021 às 16:27 | Atualizado em 24/09/2021 às 16:48
ANDRÉ SCHULER/DIVULGAÇÃO CHESF
Reservatório de Sobradinho - FOTO: ANDRÉ SCHULER/DIVULGAÇÃO CHESF
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A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) estará com suas hidrelétricas em plena atividade, garantindo 7.000 MW médios de energia limpa para o Sistema Interligado Nacional (SIN) neste mês de setembro e nos meses de outubro e novembro. A quantia representa um recorde de geração da empresa que não era alcançado desde 2012, quando uma grande estiagem atingiu os principais reservatórios da geradora por alguns anos.

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"O Nordeste passou uma crise hídrica bastante intensa de 2013 até 2018 e naquele período recebemos energia das regiões Sul e Sudeste do País. Desta vez, o Nordeste está exportando energia. Essa característica do Sistema Interligado Nacional é importantíssima para o atendimento de energia elétrica para o País", disse o diretor de Operações da Chesf, João Henrique Franklin.

Atualmente, o Nordeste apresenta uma geração de 20.000 MW médios. Desse total, a Chesf participa com aproximadamente 35% somando hidrelétricas e parques eólicos próprios.

Segundo João Henrique Franklin, o reservatório de Sobradinho (BA), o maior do Nordeste, está com cerca de 40% de seu volume útil e, por isso, a Companhia pode contribuir com sua geração hidráulica para o SIN. No Sudeste do País, os reservatórios somam 17% de volume útil, na região mais populosa e com maior consumo. A estiagem no sistema do Sudeste/Centro-oeste atingiu os principais reservatórios de ambas regiões e esse é um dos motivos pelos quais as hidrelétricas destas regiões estão produzindo menos energia. 

João Franklin argumentou que a crise atual é sobretudo de água e, atualmente, a matriz energética brasileira é 60% hidráulica. Para o diretor, intensificar a diversificação da matriz energética e despachar termelétricas com mais frequência são alguns dos aprendizados da atual crise energética.

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