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Petrobras descarta mudança na política de preços dos combustíveis

Joaquim Silva e Luna descartou ação da estatal para reduzir preços da gasolina e do gás de cozinha. Mais cedo, presidente Bolsonaro falou em ‘melhorar ou diminuir’ o custo dos combustíveis

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Publicado em 27/09/2021 às 23:40
CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
"Continuamos trabalhando da mesma forma", disse Silva e Luna - FOTO: CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
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O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, descartou mudança na política de preços dos combustíveis, o PPI, em coletiva de imprensa convocada em cima da hora nesta segunda-feira (27) para tratar dos preços dos combustíveis e gás liquefeito de petróleo (GLP). Essa é a primeira coletiva de imprensa da qual o general participa.

"Continuamos trabalhando da mesma forma, acompanhando a paridade internacional e o câmbio, analisando permanentemente para ver se as oscilações são conjunturais. Fazemos nossos acompanhamentos de preços", disse o general, ressaltando que a empresa está sendo diretamente afetada por cenários externos, como a valorização do petróleo no mercado internacional.

Em sua fala, Silva e Luna repetiu o argumento utilizado pela empresa em publicidade recente, na qual destaca os investimentos feitos em toda cadeia, antes de o combustível ser entregue em suas refinarias.

Um grupo de estados recorreu à Justiça pedindo que a empresa retirasse a campanha do ar, porque, segundo eles, a petrolífera, com essa campanha, tentou responsabilizá-los pela alta dos preços dos combustíveis.

"Sabemos que a simplificação tributária é uma reivindicação antiga, mas esse é um trabalho que não cabe à Petrobras. A Petrobras presta o serviço de arrecadação", disse Silva e Luna, acrescentando que a empresa vem agindo para ampliar a oferta de gás para térmicas.

Ele citou o aumento da capacidade de terminais de regaseificação, para permitir a importação de gás. Segundo o general, a empresa triplicou a oferta de gás nessa fase de crise hídrica.

A coletiva veio no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro citou os combustíveis como um dos fatores de pressão para a inflação - que já passa dos 10% no acumulado em 12 meses do IPCA-15 de setembro. A estatal explicou como funciona a formação dos valores de itens como gasolina e diesel, que têm seu valor influenciado pela flutuação do dólar e do barril de petróleo, mas não fez nenhuma ressalva quanto alguma interferência nos preços.

Nos últimos meses, os combustíveis se converteram em fator de pressão no IPCA, o índice oficial de inflação. No IPCA-15, prévia da inflação, a gasolina acumula alta em 12 meses até setembro de 39,05%.

 

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