AGRICULTURA

Após seis anos, Pernambuco quita parcelas do Garantia-Safra

Benefício é correspondente aos anos de 2020 e 2021, atendendo mais de 100 mil famílias em 98 municípios

JC
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Publicado em 18/10/2021 às 12:45
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Foto: Flávio Costa/Divulgação
Com o Acordo de Cooperação Técnica agora em vigor, as linhas de crédito devem ficar mais acessíveis para os agricultores e agricultoras familiares pernambucanos - FOTO: Foto: Flávio Costa/Divulgação
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Um montante de R$ 10.278.438,00  foi repassado pelo governo de Pernambuco ao Fundo do Garantia-Safra (FGS), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agrário,  para quitar  todas as parcelas para a Safra 2020-2021, assegurando a produção de 100.769 famílias em 98 municípios do semiárido pernambucano. Desde 2015 não acontecia o pagamento integral do GS dentro do prazo, de acordo com o secretário de Desenvolvimento Agrário, Claudiano Martins Filho.

O Programa Garantia-Safra é uma ação pública que busca mitigar os efeitos da seca sobre a produção de algumas culturas de subsistência, como milho e feijão. Além disso, sua atuação como política de transferência direta de renda permite amenizar a desigualdade econômica do semiárido para as mais de 694 mil famílias em 1.096 municípios do semiárido nordestino, tentando garantir as condições mínimas de permanência no campo, com movimentação economia dos pequenos e médios municípios de base produtiva rural.

O Fundo é responsável pela captação de recursos que irão beneficiar os agricultores familiares em situação de risco nutricional e alimentar que tiverem perda de suas lavouras comprovada, conforme normas do Programa Garantia-Safra.

Estas famílias recebem um pagamento de R$850,00 em parcela única, o que deverá ocorrer no mês de novembro deste ano. A liberação vai depender da avaliação feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio de sua Coordenação Geral do Programa Garantia-Safra.

Em Pernambuco, o Programa é coordenado pela Secretaria Executiva da Agricultura Familiar, sob a responsabilidade do Secretário Executivo, Humberto Arraes. Os municípios que ainda não quitaram seus aportes precisam fazê-lo para que sua perda seja avaliada e possam aderir à nova Safra. 

Na Safra 2020-2021, aderiram ao Programa 51 municípios do Sertão e 47 municípios do Agreste. Sendo eles: Afogados da Ingazeira, Afrânio, Araripina, Belém do São Francisco, Betânia, Bodocó, Brejinho, Cabrobó, Calumbi, Carnaíba, Carnaubeira da Penha, Cedro, Custódia, Dormentes, Exu, Flores, Floresta, Granito, Ibimirim, Iguaracy, Ingazeira, Ipubi, Itacuruba, Itapetim, Jatobá, Lagoa Grande, Orocó, Ouricuri, Parnamirim, Petrolândia, Petrolina, Quixaba, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista, Santa Terezinha, São José do Belmonte, São José do Egito, Serra Talhada, Serrita, Sertânia, Solidão, Tabira, Tacaratu, Terra Nova, Trindade, Triunfo, Tuparetama e Verdejante (todos no Sertão). 

Além de Agrestina, Águas Belas, Alagoinha, Altinho, Arcoverde, Belo Jardim, Bezerros, Bom Conselho, Bom Jardim, Brejo da Madre de Deus, Buíque, Cachoeirinha, Caetés, Canhotinho, Capoeiras, Caruaru, Casinhas, Garanhuns, Gravatá, Iati, Ibirajuba, Itaíba, Jataúba, João Alfredo, Jucati, Jupi, Lagoa do Ouro, Lajedo, Manari, Orobó, Paranatama, Pedra, Pesqueira, Poção, Riacho das Almas, Saloá, Sanharó, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, São Bento do Una, São Caitano, Surubim, Tacaimbó, Taquaritinga do Norte, Terezinha, Tupanatinga e Venturosa (todos no Agreste). 

 

 

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