COMBUSTÍVEIS

Petrobras anuncia nova alta da gasolina e do diesel

De acordo com a Petrobras, esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido

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Lucas Moraes

Publicado em 25/10/2021 às 11:15 | Atualizado em 25/10/2021 às 20:07
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A partir de terça-feira (26), a Petrobras irá aumentar os preços de gasolina e do diesel repassado às distribuidoras. O preço médio de venda da gasolina da Petrobras, para as distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,21 por litro. Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro.

De acordo com a Petrobras, esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a reafirmar que não iria interferir no preço dos combustíveis. Ao lado de Paulo Guedes, ministro da Economia, o presidente adiantou: "Não tenho poder de interferir sobre a Petrobras. Estou conversando com o Paulo Guedes sobre o que fazer com ela no futuro".

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Ao anunciar a nova alta, a Petrobras disse que"o alinhamento de preços ao mercado internacional se mostra especialmente relevante no momento que vivenciamos, com a demanda atípica recebida pela Petrobras para o mês de novembro de 2021".

"Os ajustes refletem também parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio", declarou a companhia.

Ainda de acordo com a estatal, considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,33 por litro em média. Uma variação de R$ 0,15 por litro.

No caso do Diesel, a Petrobras diz que, considerando a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço do diesel na bomba passará a ser de R$ 2,94 por litro em média. Uma variação de R$ 0,24.

PRESSÃO

O último reajuste nos preços anunciado pela Petrobras foi no início deste mês. Em meio à pressão de caminhoneiros autônomos por conta do preço do diesel, nesta segunda-feira (25), a Secretaria Especial de Articulação Social do governo Bolsonaro recuou e cancelou uma reunião com caminhoneiros marcada para a quinta-feira (28) para tentar baixar a temperatura na relação com a categoria e, assim, conseguir impedir uma eventual paralisação do segmento.

O encontro havia sido marcado com o deputado Nereu Crispim (PSL-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, e representantes dos caminhoneiros. Na justificativa para desmarcar a reunião, o governo disse que havia sido veiculado na imprensa que ministros estariam presentes, o que não seria verdade.

POLÍTICA DE PREÇOS

Desde que adotou a Política de Preços de Paridade Internacional (PPI), a Petrobras vem acumulando  resultados exitosos. De acordo com levantamento do portal UOL, o lucro da empresa foi de R$ 30 bilhões em 2018 e R$ 44,8 bilhões em 2019 —o recorde da Petrobras. Em 2020, o ano terminou com lucro líquido de R$ 7,6 bilhões para a empresa. 

Em cinco anos com a política de preços, balizadores do preços avançaram. O dólar acumulou alta de 74%, e o preço de referência para o barril de petróleo (Brent), que é negociado em dólar, subiu 62%.

De acordo com o secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, o que vem acontecendo é "um diagnóstico errado do problema dos aumentos". 

"Fundo de equalização (é a alternativa). Mostramos em reunião com Rodrigo Pacheco (presidente do Senado) e os governadores na semana passada. O dólar continuará complicado em 2022, pois temos ambiente externo, ambiente doméstico, fragilidade fiscal da União, instabilidade política e eleição no ano que vem. Se não tentarmos na causa, o problema persistirá", disse Padilha.

 

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