'CID FÁCIL'

PF deflagra operação contra esquema de falsificação de atestados médicos para serem apresentados ao INSS em Pernambuco

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelos federais em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 29/10/2021 às 7:47
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DIVULGAÇÃO/PF
As investigações que deram início à ‘CID Fácil’ começara em 2019 e apuram a falsificação de atestados médicos perante várias agências do INSS - FOTO: DIVULGAÇÃO/PF
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (29), uma operação para desbaratar um esquema de fraudes na emissão de atestados médicos para apresentação no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Batizada de "CID Fácil", a ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Durante a operação, foram arrecadados documentos, aparelhos celulares, computadores, carimbos, cartões do INSS e todo o material que possa subsidiar as investigações que estão em andamento.

As investigações

As investigações que deram início à "CID Fácil" começaram em 2019 e apuram a falsificação de atestados médicos perante várias agências do INSS. Os documentos falsos eram vendidos para as pessoas interessadas, com o consequente acompanhamento dos beneficiários para as entrevistas no INSS, objetivando a obtenção de auxílio doença, aposentadoria por invalidez e benefício assistencial à pessoa com deficiência.

Segundo a PF, a corporação descobriu o esquema após tomar conhecimento de que um homem falsificou sua inscrição no Conselho Regional de Medicina. Se apresentando como médico, o suspeito foi desmentido pela Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, que afirmou não ter qualquer vínculo com o homem, não podendo ter emitido o atestado em questão.

A partir daí, chegou-se à identificação do responsável pela falsificação e venda dos atestados médicos a dezenas de pessoas. Sabe-se que ao ser concedido o benefício fraudulento, parte do valor era depositado mensalmente na conta dos estelionatários

Crimes

Ainda estão sendo levantados o número de benefícios falsificados, bem como o prejuízo aos cofres públicos. O investigado responderá pela prática de estelionato qualificado, cuja pena varia de 1 a 5 anos de reclusão.

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