COMBUSTÍVEIS

Petrobras anuncia novo aumento da gasolina a partir desta quarta-feira (12)

Vilão da inflação em 2021, o preço da gasolina volta a ser reajustado para cima após 77 dias, segundo a estatal

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 11/01/2022 às 12:47
FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Nova norma da Agência Nacional do Petróleo determina que preço seja exibido com apenas duas casas decimais dentro de 180 dias - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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O preço da gasolina volta a subir após 77 dias sem aumentos, de acordo com a Petrobras. A estatal anunciou nesta terça-feira (11) que, a partir desta terça-feira (12), o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro. O combustível foi em 2021 um dos grandes responsáveis pela variação recorde em seis anos da inflação, acumulando alta de 47,49% no ano.

Segundo a Petrobras, desde 26 de outubro, o preço da gasolina sofreu apenas redução. No entanto, antes desse período a gasolina teve aumento de preço por 16 vezes. Agora, depois de 77 dias, de acordo com a Petrobras, haverá um novo aumento, com variação de R$ 0,11 centavos para o consumidor, levando-se em conta apenas a aplicação desse reajuste da estatal. Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,26, em média, para R$ 2,37 a cada litro vendido na bomba. 

Diesel

Além da gasolina, a Petrobras também anunciou aumento para o diesel. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro. Considerando a mistura obrigatória de 10% de biodiesel e 90% de diesel A para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 3,01, em média, para R$ 3,25 a cada litro vendido na bomba. Uma variação de R$ 0,24 por litro.

Segundo a empresa, esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras.

A Petrobras diz que dessa reforma reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, acompanhando as variações para cima e para baixo, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais.

 

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