IPCA

Inflação fecha o ano em 10,42% no Recife, acima da taxa no Brasil

índice foi puxado pelos grupos de Transportes e Habitação, com as altas da gasolina e da energia elétrica

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 11/01/2022 às 9:31
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Preço da gasolina nos postos de combustíveis hoje na cidade do Recife - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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O ano de 2021 encerrou-se acima do esperado, com o IPCA refletindo o aperto que toda a população sentiu no bolso. No Brasil, a inflação fechou o ano em 10,06%, de acordo com os dados do IBGE; o que já representa um salto enorme frente os 4,52% registrados em 2020. A variação é a maior desde 2015, estourando e muito o teto da meta, estipulada em 5,25% pelo Banco Central. 

No Recife, a alta dos preços foi ainda maior. No ano, o acumulado ficou em 10,42%, tendo, no último mês de dezembro, a segunda maior variação do País: 1,05%. 

No último mês de dezembro, o Brasil apresentou uma variação de 0,73%, elevando à inflação no ano para a maior desde 2015 (10,67%). O resultado de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo Transportes, que apresentou a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 p.p.) no acumulado do ano. Em seguida vieram Habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e Alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021.

Ainda nos números nacionais, o grupo Transportes sentiu a alta da gasolina (47,49%) e etanol (62,23%), além do preço dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%). Na Habitação, a principal contribuição veio da energia elétrica (21,21%). 

A Alimentação e bebidas, embora ainda siga em alta, teve variação menor que a do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os grupos pesquisados.

Recife

Na capital pernambucana, as maiores variações também vieram dos grupos Transportes e Habitação, com, respectivamente, variações de 21,86% e 13,18%. Na capital pernambucana, no mês de dezembro, a gasolina chegou a apresentar redução de 0,30%, mas não o suficiente para reverter a carestia ao longo do ano. Já a energia elétrica subiu 1,31% no último mês, apresentando a terceira maior alta no País para o período.

No ano, o preço da gasolina no Recife acumulou alta de 46,09%. O etanol, 49,04%. A energia elétrica residencial variou 17,85%. 

 

 

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