TURISMO

Rede hoteleira tem cerca de 30% a menos de ocupação no período do Carnaval 2022

Presidente da ABIH-PE explica que o interior sofreu ainda mais que o litoral

JC
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Publicado em 01/03/2022 às 16:55
BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
Pernambuco suspendeu todas as festividades de Carnaval este ano - FOTO: BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
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O setor hoteleiro em Pernambuco teve um impacto de cerca de 30% na ocupação, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH-PE), Eduardo Cavalcanti. Durante debate da Rádio Jornal sobre o assunto, ele explicou que o interior sofreu ainda mais.

Segundo Cavalcanti, o feriado de Carnaval faz com que muitas pessoas busquem o interior para "fugir" da festa. "Quem viaja para um resort no litoral, para um, hotel fazenda no interior, vem com objetivo de fugir do Carnaval, não se vem para Gravatá atrás de Carnaval, não tem essa tradição. Então, a restrição das festividades de grande porte, como Galo da Madrugada e das ladeiras de Olinda, pois se sabe que as pessoas não respeitam mais máscara depois da terceira dose, nada disso seria prudente, mas o cancelamento prejudicou hotéis", disse.

Confira o debate da Rádio Jornal sobre a não realização do Carnaval em Pernambuco:

De acordo com Cavalcanti, o público que vai ao interior é do próprio Estado de Pernambuco e de vizinhos como Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e o público dos resorts em Porto de Galinhas tem muita gente do Sul e do Sudeste. Assim o litoral sofreu menos. "O índice de cancelamento pós anuncio do feriado (da não realização de festas) chegou a 30%. Tínhamos 80%, 90% de taxa de ocupação, batemos 50%, 55% no interior. A média do Estado está em 62% e, historicamente, passa de 85%", comentou Eduardo.

Calendário

O presidente da ABIH-PE disse esperar um melhor cenário com a diminuição no número de casos de covid-19 no Estado, mas cobrou sequência para o turismo. "O turismo precisa ter sequência, o dinheiro que se ganha na Semana Santa e no São João não compensa o movimento do ano todo, temos folha de pagamento todo dia, precisa movimentação média para pagar as despesas".

Segundo Cavalcanti, o cancelamento do Carnaval deve dar melhor possibilidade para os eventos do restante do ano. "Vamos seguir com vacinação e com cuidados necessários. Teremos eleição (o que movimenta a rede hoteleira) e se constatou que quem fosse em campanha política não pegava covid", ironizou o presidente em relação às aglomerações registradas pelas campanhas nas eleições municipais de 2020.

Por fim, o presidente cobrou maior antecedência nos anúncios sobre restrições para que prejuízos sejam evitados. "O lamentável é que a hotelaria, o turismo, se programa com antecedência, precisa de três meses, ao menos, é como um evento, que não se contrata hoje para evento amanhã com cinco mil pessoas. Não se pode avisar como aconteceu no Carnaval uma semana antes, tivemos que devolver diárias, se tivermos condição de fazer e planejar antes terá a Semana Santa, a Paixão de Cristo recebe dez mil pessoas dia. Se não souber antes, vai ser difícil, imagine prejuízo", disse.

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