AVIAÇÃO

Gol e Avianca se unem e buscam criar maior grupo de transportes da América Latina

A Holding, no caso o Grupo Abra, será uma sociedade de capital fechado, constituída a partir da Inglaterra e do País de Gales

Lucas Moraes
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Lucas Moraes
Publicado em 11/05/2022 às 21:03 | Atualizado em 11/05/2022 às 21:12
Divulgação/Gol
Avião da Gol - FOTO: Divulgação/Gol
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A maior companhia aérea doméstica do Brasil, a Gol, anunciou nesta quarta-feira (11) a união de seus negócios com a Avianca Colômbia. A junção dará origem ao Grupo Abra, que tem a intenção de se tornar o maior grupo de transportes da América Latina. A união das empresas sob o guarda-chuva de uma nova holding não descaracterizará as operações e, quando concretizada, deverá render um aporte de US$ 350 milhões de dólares de investidores. 

O novo grupo irá controlar as companhias Avianca e Gol, cujas marcas serão mantidas de forma independente, e terá participações na companhia Viva, na Colômbia e no Peru, e também na companhia chilena Sky.

De acordo com os termos divulgado em comunicado ao mercado, o acionista controlador da Gol, o Fundo de Investimento em Ações e Investimento no Exterior (MOBI FIA) contribuirá suas ações da Gol para a empresa recém-formada, em troca de ações ordinárias da Holding.

Posteriormente, os Principais Investidores da Avianca e as outras partes envolvidas no negócios contribuirão suas ações da Avianca Holding para a Holding em troca de novas ações ordinárias da Holding.

A Holding, no caso o Grupo Abra, será uma sociedade de capital fechado, constituída a partir da Inglaterra e do País de Gales.

A equipe de gestão da Holding, que será responsável pela direção geral e estratégia, será liderada por Roberto Kriete (Presidente do Conselho de Administração), Constantino de Oliveira Junior (CEO), e Adrian Neuhauser e Richard Lark (Co-Presidentes).

Nem o MOBI FIA ou tampouco os irmãos Constantino (que comandam a Gol) alienarão, direta ou indiretamente, qualquer ação da Gol. A Operação não acarretará a obrigatoriedade de realização de uma oferta pública de aquisição de controle para os acionistas minoritários da Gol, uma vez que não haverá alienação ou transferência do controle acionário da Gol, conforme determinado pelas leis e regulamentos brasileiros.

A expectativa é concluir o acordo no segundo semestre de 2022. 

 

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