REFLEXO DE ALTA

AUMENTO DA PETROBRAS: greve pode acontecer? Líder caminhoneiro diz que "de uma forma ou de outra, o País vai parar"

Estatal anunciou nesta sexta-feira (17) novo reajuste da gasolina e do diesel

Lucas Moraes
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Lucas Moraes
Publicado em 17/06/2022 às 19:31 | Atualizado em 17/06/2022 às 20:59
EZEQUIEL QUIRINO/ACERVO JC IMAGEM
Bloqueio de Caminhoneiros na Avenida Portuária, dentro do Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco. . A Greve dos Caminhoneiros chega ao quinto dia consecutivo e começa a provocar caos, desabastecimento de mercadorias e medo. - FOTO: EZEQUIEL QUIRINO/ACERVO JC IMAGEM
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Com o anúncio da Petrobras da aplicação de novo reajuste no preço do diesel e da gasolina vendido nas suas refinarias, a partir deste sábado (18), o temor de uma nova paralisação dos caminhoneiros volta ao radar da população. Na visão de líderes de associações e representações de caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não fez o que deveria fazer e, com isso, um novo movimento paredista pode ser inevitável. “A verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços, o país vai parar novamente", disse um deles.

A Petrobras confirmou nesta sexta-feira (17) que o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (alta de 5,18%).

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro (alta de 14,26%), a partir deste sábado (18). 

Wallace Landim, o Chorão, criticou o governo pela continuidade da política de paridade de preços internacionais adota pela estatal e a falta de ação do presidente Jair Bolsonaro (PL). 

“A grande falha e incompetência do governo Bolsonaro foi não ter reestruturado a Petrobras e suas operações no início do governo”, disse Landim, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), em nota.

GUGA MATOS/JC IMAGEM
Posto de gasolina no Espinheiro. - GUGA MATOS/JC IMAGEM

Segundo ele, “a verdade é que, de uma forma ou de outra, mantendo-se essa política cruel de preços, o país vai parar novamente. Se não for por greve, será pelo fato de se pagar para trabalhar. A greve, é o mais provável”, pontuou. “Bolsonaro precisa entender que ficar dando ‘xilique’ não resolve o problema”, complementou.

O líder da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, deputado Nereu Crispim (PSD-RS), criticou o presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta sexta-feira (17).

Se realizou a mentira do ministro ganancioso, financeiro Paulo Guedes e a mentira do presidente ganancioso, eleitoreiro com a reforma fiscal tabajara da redução das alíquotas de ICMS", diz Crispim, em áudio que circula no WhatsApp. 

Tentativas para tentar baratear os combustíveis

Com mais um aumento da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro já havia tentado se desvincular do ônus repassado à população. O presidente chegou a dizer em live que esperava que a Petrobras não fizesses novos reajustes, criticando os lucros da empresa e o presidente da estatal, que é indicado pelo próprio governo para o cargo. 

Hoje, o presidente da Câmara dos deputados endossou o coro, propondo inclusive a criação de uma CPI para apurar os reajustes praticados pela Petrobras, que seguem critérios de governança. 

O próprio Crispim disse que irá encaminhar com urgência o protocolamento de projeto para discutir um fundo compensatório para cobrir os aumentos resultantes da Política de Paridade de Preços da Petrobras. 

A ação do governo federal para tentar acalmar os ânimos dos caminhoneiros e da própria população foi aprovada no Congresso, mas ainda espera sanção. O texto impõe um teto para a cobrança de ICMS em produtos considerados essenciais, a exemplo dos combustíveis - o que garantiria redução dos preços - aliada à redução também de tributos federais incidentes na composição da gasolina, assim como já acontece com o diesel. 

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