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Quadras cobertas do US Open vão abrigar hospital para combate ao coronavírus

Centro Nacional de Tênis Billie Jean King, em Flushing Meadows, está localizado no bairro do Queens, com alta incidência de casos de coronavírus e receberá 350 leitos

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo
Publicado em 31/03/2020 às 12:44
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US  Open/Reprodução da Internet
A organização do US Open colocou a notícia da transformação do complexo do Queens como hospital de campanha em sua página oficial na internet - FOTO: US Open/Reprodução da Internet
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A sede do US Open, Grand Slam disputado em Nova York, será utilizada para ajudar no combate à pandemia do coronavírus nos Estados Unidos. O local vai receber 350 leitos hospitalares temporários, além de ter a sua estrutura disponibilizada para a preparação de refeições.

O porta-voz da Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA, na sigla em inglês), Chris Widmaier, disse que uma área que abriga quadras cobertas no Centro Nacional de Tênis Billie Jean King, em Flushing Meadows, começará a ser convertida em instalações médicas a partir desta terça-feira.

As autoridades do estado e da cidade de Nova York estão tentando aumentar a capacidade hospitalar para 87 mil camas para lidar com o surto, sendo que a sede do US Open está localizada no bairro do Queen's, com alta incidência de casos de coronavírus.

Widmaier acrescentou que as cozinhas do Louis Armstrong Stadium - a segundo maior arena utilizada no torneio do Grand Slam programado para começar no final de agosto - serão usadas para a preparação de 25 mil refeições por dia para pacientes, trabalhadores, voluntários e crianças em idade escolar da cidade.

Inicialmente, a USTA chegou a declarar que manteria as instalações abertas para as pessoas terem aulas, treinar ou jogar tênis. Mas depois a associação mudou de rumo e disse que estava fechando o local para o público. Agora, será usado para ajudar no combate ao coronavírus nos Estados Unidos, que têm mais de 160 mil infectados, sendo que mais da metade dos casos registrados são de Nova York.

Nadal, Federer e Djokovic fazem doações

O tenista suíço Roger Federer e sua esposa Mirka Vavrinec  doaram 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 5,08 milhões) para as famílias carentes da Suíça. O espanhol Rafael Nadal se uniu ao compatriota , e astro da NBA Pau Gasol, do Portland Trail Blazers, para liderar uma campanha de ajuda à Cruz Vermelha da Espanha, um dos países mais afetados da Europa pela pandemia da covid-19. Eles não divulgaram o valor das doações que fizeram, mas o objetivo é arrecadar 11 milhões de euros (cerca de R$ 60 milhões), a serem destinados a 1,3 milhão de espanhóis em situações de risco e pobreza.

Um dia depois da doação milionária de Roger Federer e Rafael Nadal, Novak Djokovic e sua esposa Jalena seguiram o exemplo de seus principais rivais nas quadras e colaborou com a campanha com doação de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,5 milhões) na última sexta-feira (27). O valor servirá para ajudar na compra de equipamentos médicos e respiradores para a Sérvia.

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