GOLAÇO

Pintura de Grafite completou 11 anos e só não rendeu Prêmio Puskas porque Wolfsburg não o avisou da cerimônia

Gol de placa foi marcado em cima do poderoso Bayern de Munique, o quarto gol na goleada aplicada por 5x1, pela Bundelisga, em 2009

Filipe Farias
Filipe Farias
Publicado em 06/04/2020 às 18:05
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WOLFSBURG/ DIVULGAÇÃO
Grafite marcou gol antológico contra o Bayern de Munique, pela Bundelisga de 2009 - FOTO: WOLFSBURG/ DIVULGAÇÃO
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No último sábado (4), há 11 anos, o ex-centroavante Grafite marcava o seu gol mais bonito na carreira. Literalmente, uma obra de arte. Na ocasião, o ex-jogador, que atualmente atua como comentarista esportivo em uma emissora de televisão, defendia a equipe do Wolfsburg. E o gol de placa não foi marcado em uma equipe qualquer. A pintura foi em cima do poderoso Bayern de Munique, o quarto gol na goleada aplicada por 5x1.

No lance que entrou para a história, Grafite recebeu bola pela esquerda, partiu para o um com o defensor bávaro, entrou na área, e, mesmo com a marcação dobrada, se livrou dos dois defensores, driblou o goleiro do Bayern de Munique, e tocou sutilmente de calcanhar... Com a bola morrendo lentamente no fundo das redes. Tal feito era pra ter rendido ao ex-centroavante do Santa Cruz o Prêmio Puskas daquele ano, se não fosse uma falta de comunicação da diretoria do Wolfsburg.

A Fifa já tinha escolhido o gol do brasileiro como o mais bonito daquele ano e enviou o comunicado ao clube alemão para Grafite comparecer à cerimônia. Entretanto, o centroavante não foi informado e acabou marcando viagem para passar os feriados de Natal e Ano Novo de 2009 com a família no Brasil. Diante de sua ausência, a premiação acabou sendo concedida à Cristiano Ronaldo - de acordo com Grafite, o que lhe passaram depois que soube, é que a Fifa não iria premiar quem não estivesse presente na cerimônia.

Além do belo gol marcado, aquele ano foi especial para Grafite, que conseguiu sagrar-se campeão da Bundesliga e também artilheiro da competição com 28 gols. Tal rendimento acabou convencendo Dunga a lhe levar à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

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