COPA DO MUNDO

Construção dos estádios para a Copa do Catar-2022 continua apesar da pandemia

Os organizadores da Copa do Catar-2022 afirmam ter registrado oito casos de infecções por covid-19 nas obras de três estádios

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Publicado em 23/04/2020 às 16:57 | Atualizado em 23/04/2020 às 16:57
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AVANÇADO Comitê afirma que 90% da infraestrutura está pronta - FOTO: AFP

O Catar continua construindo os estádios e a infraestrutura para a Copa do Mundo de 2022, afirmando respeitar as regras de distanciamento social para limitar os riscos de propagação do coronavírus entre os operários, em sua maior parte estrangeiros, constataram nesta quinta-feira (23) jornalistas da AFP. Dezenas de operários vestidos de azul e com os rostos cobertos com um tecido improvisado trabalham no 'esqueleto' do estádio de Lusail, que sediará a final da próxima Copa. Todos mantêm certa distância um do outro nas obras da construção do recinto, que será o maior estádio do país, com capacidade para 80.000 pessoas.

O comitê encarregado da organização da Copa afirma em comunicado que "reexamina a situação da maneira contínua e que está disposto a tomar as medidas necessárias para proteger a saúde e a segurança de todos os operários e funcionários". "Estas medidas podem incluir a suspensão temporal do trabalho (nas obras) caso necessário", completou.

Até agora, os organizadores da Copa do Catar-2022 afirmam ter registrado oito casos de infecções por covid-19 nas obras de três estádios. Há seis dias que nenhum outro balanço foi publicado a respeito. As autoridades catarianas declararam oficialmente 7.764 casos no país, com dez mortes. A partir de domingo (26), o uso de máscara de proteção será obrigatório para toda pessoa que trabalhe no setor de construção, anunciaram as autoridades do país.

CUIDADOS

Os ônibus que levam os operários de suas casas até os locais de trabalho deverão também garantir que os passageiros sentem de maneira espaçada dentro do veículo, outra medida para limitar uma eventual propagação do coronavírus. De acordo com organizações não governamentais (ONG), as condições de vida e de trabalho dos operários imigrantes no Golfo são precárias e os deixam especialmente expostos aos riscos de infecção.

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