OLIMPÍADA

Após medalha de Kelvin Hoefler, internautas questionam se há problemas entre a delegação brasileira de skate; entenda

Internautas passaram a questionar porque alguns integrantes da delegação brasileira de skate não postaram nada em referência à conquista de Kelvin

Marcos Leandro
Marcos Leandro
Publicado em 25/07/2021 às 4:25
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eff PACHOUD / AFP
Kelvin Hoefler ganhou a medalha de prata no skate street - FOTO: eff PACHOUD / AFP
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A medalha de prata conquistada por Kelvin Hoefler colocou o skate no centro das atenções das redes sociais durante a madrugada deste domingo (25). E internautas passaram a questionar porque alguns integrantes da delegação brasileira da modalidade não postaram nada em referência à conquista do paulista do Guarujá. 

Em contrapartida, Pâmela Rosa, por exemplo, estava ao lado de Kelvin entre uma manobra e outra. O próprio skatista citou a força que recebeu de Pâmela na entrevista que deu à Rede Globo após a conquista da medalha. 

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Diante da polêmica, Letícia Bufoni, que vai competir no skate street neste domingo (25), assim como as outras duas brasileiras, Pâmela Rosa e Rayssa Leal, tentou explicar a situação no Instagram.

"O Kelvin, pelo que vocês perceberam, nunca está com a gente nos rolês. Nunca faz parte das nossas atividades. Isso é uma opção dele. Ninguém tem nada contra ele. Pelo contrário, está todo mundo comemorando que o Brasil ganhou a primeira medalha. Respeito muito a história dele, o moleque anda muito de skate. Mas infelizmente ele não gosta de estar com a gente", disse Letícia, que ainda revelou que Kelvin bloqueou a Confederação Brasileira de Skate (CBSK) no Instagram. 

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HISTÓRICO

O Brasil conquistou a sua primeira medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Na madrugada deste domingo (25), Kelvin Hoefler foi prata no skate street. A modalidade estreou no programa olímpico em Tóquio. O ouro ficou com o japonês Yuto Horigome. O norte-americano Jagger Eaton foi bronze.

O resultado reforçou a expectativa que existe em torno dessa modalidade. Nas previsões mais otimistas, a delegação nacional poderá subir algumas vezes ao pódio e ter grande contribuição do skate no quadro de medalhas.

Na final, o paulista obteve 36,15. Só ficou atrás do japonês Yuto Horigome, com 37,18. O americano Jagger Eaton, com 35,35, conquistou o bronze. Os outros brasileiros na disputa foram Felipe Gustavo e Giovanni Vianna, que não avançaram para a final.

CARREIRA

Hexacampeão mundial, Hoefler vive em Los Angeles, na Califórnia, mas cresceu no litoral paulista. Ele é de Vicente de Carvalho, na periferia do Guarujá (SP), e começou a praticar a modalidade aos 9 anos na cozinha da casa dele. Vendo o jeito do filho para a coisa, o pai passou a incluir alguns obstáculos no trajeto até a garagem, passando pela sala, e o menino foi se desenvolvendo.

Quando tinha 13 anos e já estava ganhando prêmios relevantes para um adolescente em competições, como moto ou carro, seu pai sentou com ele e conversou sobre o futuro. Perguntou se era aquilo mesmo que ele queria, deu total apoio, mas já mostrou que ele precisaria ser competitivo para ter sucesso. Então todos os dias, após sair do trabalho como policial militar, ele levava Kelvin Hoefler para uma pista de skate.

Crescendo com regras mais rígidas em casa, ele foi se aperfeiçoando e, em 2014, decidiu se mudar para Los Angeles, onde teria muito mais facilidade para treinar por causa da abundância de boas pistas de skate. "Vi que lá era o lugar ideal, com ruas lisas e a cada esquina tinha um skatepark perfeito. Sabia que era um local para eu evoluir na modalidade e chegar ao patamar dos americanos", disse.

No principal mercado do skate no mundo, ele começou a se enturmar e teve ajuda de muita gente. Acabou alugando uma cozinha na casa de uma amiga, onde morou até juntar mais dinheiro nos campeonato e conseguir comprar sua própria casa. Todo o esforço foi recompensado no Japão e ele se tornou o primeiro medalhista olímpico do Brasil no skate.

 

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