TÓQUIO 2020

Saiba quem é Maria Carolina Santiago, pernambucana que ganhou três ouros nos Jogos Paralímpicos

Natural do Recife, Maria Carolina Santiago chegou no topo do pódio nos Jogos Paralímpicos de Tóquio nos 50 e 100 m livre e nos 100 m peito

Túlio Feitosa Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 29/08/2021 às 14:22
ALE CABRAL
Maria Carolina Santiago deixou a piscina em Tóquio satisfeita com a medalha conquistada - FOTO: ALE CABRAL
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Atualizada em 1º/9, às 9h20

Atleta da natação paralímpica, a pernambucana Maria Carolina Santiago, de 36 anos, já tinha feito história ao quebrar, no último domingo (29) o recorde na prova dos 50m livre s12/s13 (atletas com deficiência visual moderada ou leve) duas vezes, na bateria eliminatória e na final, assim conquistando o ouro da categoria nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. 

Nesta quarta (1º/9), Carol Santiago escreveu definitivamente seu nome na história dos Jogos Paralímpicos. A nadadora conquistou sua terceira medalha de ouro na Paralimpíada de Tóquio. Dessa vez ela venceu nos 100 m peito SB12 com a marca 1min14s89, novo recorde paralímpico, seguida por Daria Lukianenko, do Comitê Paralímpico Russo (1min17s55) e pela ucraniana Yaryna Matlo (1min20s31). 

"Estou muito feliz. É incrível estar aqui nesta competição tão importante. Eu me senti bem desde o primeiro dia em que cheguei ao Japão. Tenho recebido muito carinho. Quando terminei a prova, soube que tinha ganhado porque ouvi o pessoal gritando o meu nome. Agradeço a todos pela torcida e pelos brasileiros que têm chorado e dado risadas com a gente", disse a nadadora.

A pernambucana foi um fenômeno nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, conquistando cinco medalhas em seis provas disputadas. Subiu no lugar mais alto do pódio nos 50 e 100 m livre,  além dos 100 m peito. Também foi prata no revezamento 4x100 m misto e bronze nos 100 m costas.

Maria Carolina Santiago possui "Morning Glory", uma síndrome que atinge o nervo ótico e deixa a visão com capacidade de 30%, e começou a praticar a natação aos oito anos por influência do irmão e pelo baixo impacto da modalidade, botando poucos riscos à visão. Aos 12 anos,  quando morava em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, ela participou de competições de natação para pessoas com deficiência física e de natação em águas abertas e, aos 17, já de volta ao Recife, chegou a ficar completamente cega por causa de um acúmulo de água na retina.

A atleta parou de nadar mas voltou à modalidade 10 anos depois, aos 27, e entrou para a equipe do Grêmio Náutico União, do Rio Grande do Sul, em 2018. Ela chegou no seu auge ao vencer o Mundial de Londres em 2019 nos 50m e 100m costa, aos 34 anos. A competição na cidade inglesa classificou a pernambucana para disputar os Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020. Maria Carolina Santiago também acumula medalhas nos jogos Pan-Americanos em Lima, no Peru.

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