Coluna do Estadão

Time de Sérgio Moro já fala em voto útil

A pouco menos de um ano das eleições, tem gente bem próxima de Sérgio Moro já falando em voto útil, recurso tradicionalmente acionado só na reta final de campanhas

Alberto Bombig
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Alberto Bombig
Publicado em 20/12/2021 às 6:35
EDUARDO MATYSIAK / AFP
ENFRAQUECIDO Ex-juiz Moro trocou o Podemos pelo União Brasil, mas já perdeu o status de pré-candidato - FOTO: EDUARDO MATYSIAK / AFP
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A pouco menos de um ano das eleições, tem gente bem próxima de Sérgio Moro já falando em voto útil, recurso tradicionalmente acionado só na reta final de campanhas: 1) o ex-juiz, desde já, seria o único com chances de evitar um segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro; 2) somente Moro seria capaz de ganhar do petista na fase decisiva. O time de Moro também se agarra às trajetórias de quem aparecia mal em pesquisas a um ano de disputas presidenciais: Dilma (2009), Aécio (2013) e Bolsonaro (2017). "Em 2018, a polarização dizimou quem estava no meio. Agora, o voto útil pode ser usado para alçar Moro diante da decepção com a direita e a esquerda", diz o senador Álvaro Dias (Podemos-PR).

Cola?

Moro vai incrementar seu discurso anticorrupção com temas como combate à pobreza e desigualdades. "Boa parte de quem apoia Lula e Bolsonaro o faz por ser contra o outro", diz Dias. "Se Moro se mostrar viável, haverá migração da direita e da esquerda."

Tô aqui

Do deputado federal Junior Bozzella (PSL-SP): "O que Moro tem em um mês é apenas o recall pessoal dele. A estratégia é as pessoas saberem que ele é candidato. Nossa preocupação é que ele tenha um palanque forte e coeso".

Pronto, falei!

"Governo foi irresponsável e negligente em autorizar um grupo em recuperação judicial a voar, ingressar
num setor que depende de muito investimento e capital." Rodrigo Maia, Secretário de Projetos de SP.

Déjà vu

As dificuldades sob Bolsonaro têm feito movimentos populares da periferia paulistana resgatarem o conceito de carestia, usado durante a ditadura em protestos do Movimento do Custo de Vida (MCV), que emergiu nos anos de 1970 e 1980 contra a política econômica dos militares.

Olha aí

Empatado tecnicamente com Moro, Ciro Gomes tentará capitalizar ao máximo ainda a repercussão da ação da PF da qual foi um dos alvos. "A maior força da candidatura de Ciro é o ataque covarde da polícia
política de Bolsonaro. Ninguém chuta cachorro morto", afirma Antônio Neto, que preside o PDT em São Paulo.

Na rua 1

Nesta terça-feira, 21, pelo menos dez atos estão previstos em diferentes bairros da capital paulista. Os
preços do gás e da energia elétrica, o desemprego e a fome estarão na pauta, claro. Panelas vazias e ossos serão usados como símbolos pelos manifestantes.

Na rua 2

"Há comida nos supermercados, mas o que falta é emprego e dinheiro para comprá-la", diz Raimundo
Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP) e um dos organizadores dos atos da esquerda contra o presidente Jair Bolsonaro ao longo deste ano.

Sentido 1

Alinhado aos interesses militares, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) relatou e
derrubou um projeto do colega Rubens Bueno (Cidadania-PR) que proibia a produção, utilização e
comercialização de armas de destruição em massa.

Sentido 2

Na discussão, Eduardo Bolsonaro citou a situação de Paquistão e Índia. "Os dois têm bomba atômica. Se
um dos lados não tivesse, seria um problema grande."

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