COLUNA DO ESTADÃO

Abin passou cinco meses dentro do Inep antes da crise às vésperas do Enem

A inspeção ocorreu logo antes da crise que levou a 37 pedidos de exoneração às vésperas da prova do Enem no ano passado

Alberto Bombig
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Alberto Bombig
Publicado em 04/02/2022 às 7:00 | Atualizado em 04/02/2022 às 8:15
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O órgão de inteligência disse que a intenção seria a prevenção de ataques e vazamentos - FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Documentos enviados pelo Ministério da Justiça à Câmara há alguns dias revelam que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) passou cinco meses inspecionando o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A inspeção ocorreu logo antes da crise que levou a 37 pedidos de exoneração às vésperas da prova do Enem no ano passado, com denúncias de assédio moral e ingerência do presidente do órgão. A informação sobre a presença da Abin no Inep consta na resposta do Executivo a um ofício do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) no âmbito de denúncias feitas por servidores, segundo as quais um policial federal teria acessado o local de conferência das provas.

ESTRATÉGICO

A inspeção fez parte do Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC). O órgão de inteligência disse à Coluna que a intenção seria a prevenção de ataques e vazamentos de informações, visando à proteção das instituições nacionais.

 

RELATÓRIO

A resposta enviada ao deputado Alessandro Molon diz ainda que a Abin produziu "um longo e completo relatório sobre a segurança dos ambientes e dos processos relacionado à produção de provas, como o Enem".

COFRE

As questões do Enem são elaboradas e guardadas na chamada "sala segura" do Inep, onde só pessoas autorizadas podem entrar, depois de inspecionadas. Nada disso, porém, impediu que aparecessem denúncias de que pessoas não autorizadas, ligadas ao governo, também teriam estado na sala e tiveram acesso à prova.

MAMATA

O deputado federal Denis Bezerra (PSB-CE) quer derrubar e barrar a compra de passagens aéreas na classe executiva para ministros de Estado, servidores ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança. Ele apresentou um projeto para derrubar a norma do governo federal que autoriza a mordomia.

DE PRIMEIRA

No início do ano, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto liberando voos na classe executiva para ministros do governo federal em viagens a trabalho quando a duração do voo internacional for superior a sete horas.

FICO

O deputado Alexis Fonteyne (SP) desistiu de trocar de partido e ficará no Novo para concorrer à reeleição. "O trabalho da direção da sigla, focado nos valores fundamentais da legenda, surtiu efeito e temos novamente aquele partido que participei da formação", disse.

OUVINTE

Bolsonaro sinalizou à sua base que se mantém firme no propósito de questionar a ciência, saudando um podcaster que tem sido alvo de críticas por promover desinformação sobre a covid-19.

BOLHA

O presidente alega defender a liberdade de expressão, mas deixa evidente que isso só vale para quem pensa como ele. Que o digam os ataques à imprensa profissional...

PRONTO, FALEI!

Renan Calheiros

Senador (MDB-AL)

"PF diz que Bolsonaro vazou sigilos, mas o isenta. A CPI o indiciou por nove crimes. Um passeio pelo código penal. O Brasil espera que instituições não prevariquem."

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