Coluna do Estadão

Partidos disputam para indicar ministros após trocas por causa das eleições

As siglas se movimentaram e tentaram emplacar nomes, principalmente para as pastas com os cofres mais gordos, como o Ministério do Desenvolvimento Regional

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Alberto Bombig

Publicado em 31/03/2022 às 8:49
Análise
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As trocas na Esplanada dos Ministérios por causa das eleições deste ano provocaram embates entre partidos e o Palácio do Planalto nesta semana. As siglas se movimentaram e tentaram emplacar nomes, principalmente para as pastas com os cofres mais gordos, como o Ministério do Desenvolvimento Regional, para terem a garantia de que as emendas de relator, do orçamento secreto, serão pagas. O pagamento dessas emendas é muitas vezes usado como arma eleitoral pelos políticos para atrair votos em seus redutos nos estados, o que as torna mais importantes e estratégicas neste período. Por enquanto, o governo está se programando para liberar R$ 16,5 bilhões neste ano, até dezembro.

Bufunfa

Há ainda outros R$ 18,8 bilhões de emendas do chamado orçamento secreto de anos anteriores que ainda não foram pagos. Os valores fazem crescer os olhos das lideranças que querem garantir a reeleição em outubro.

Pressa

Justamente por isso, há uma pressão para que a liberação da maior parte dos recursos ocorra antes
das eleições. A lei eleitoral proíbe o pagamento de emendas nos três meses anteriores à disputa.

De casa

O governo, no entanto, deve priorizar a nomeação de secretários executivos dos ministérios onde os
titulares vão deixar o cargo. Com a saída de Tarcísio de Freitas do comando da Infraestrutura, por
exemplo, quem deve assumir é Marcelo Sampaio, genro do ministro da Secretaria-Geral, Luiz Eduardo Ramos.

Tucanou

Desembarcando no PSDB hoje, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia deve comandar a federação com o Cidadania no Rio e concorrer a vaga na Câmara. Ele tem sido um dos principais conselheiros políticos do apresentador José Luiz Datena, que tem planos de concorrer ao Senado.

O filho é teu

O deputado Daniel Silveira não é mais considerado "problema" do União Brasil, internamente. Ele já
comunicou seu desligamento ao líder da sigla na Câmara, Elmar Nascimento (BA), e deve migrar para o
PL.

Processo

As oitivas das testemunhas do caso Arthur do Val no Conselho de Ética da Assembleia de São Paulo começam na terça (5). Ele indicou como uma das testemunhas a ex-namorada, Giulia, que terminou o relacionamento com o parlamentar após o vazamentos dos áudios sexistas.

Cansativo

Em vídeo exibido na pré-estreia do documentário O Presidente Improvável, em São Paulo, Fernando
Henrique Cardoso (PSDB) falou sobre seus anos de Presidência, ressaltando as dificuldades.

Ônus

"É importante que a gente desnude como é difícil governar, não é fácil governar. É uma tarefa
difícil que exige dedicação, e que exige compreensão de como as pessoas são. Exige muita conversa, muito diálogo", disse FHC.

Pronto, falei

"Vamos para o 5º ministro da Educação em menos de 4 anos e em meio a uma crise educacional. Pagaremos a conta deste governo por muito tempo. Estamos à deriva", diz o deputado estadual Daniel José (Podemos-SP).

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