Coluna do Estadão

Em São Paulo, batalha está na centro-direita para quebrar polarização crescente entre Haddad e Tarcísio

Rodrigo Garcia (PSDB) faz acenos às polícias com ações na segurança pública, numa tentativa de retomar apoios que hoje migram para Tarcísio de Freitas (Republicanos). Márcio França (PSB) vem sendo aconselhado a evitar o confronto com o PT de Haddad

Mariana Carneiro
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Publicado em 05/05/2022 às 9:04
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Governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB) (foto) vai disputar votos da centro-direita com Márcio França (PSB) - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Rodrigo Garcia (PSDB) e Márcio França (PSB) deram largada a uma batalha que compete por votos de eleitores da centro-direita e tentam, com isso, quebrar a polarização crescente entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Enquanto Garcia faz acenos às polícias com ações na segurança pública, numa tentativa de retomar apoios que hoje migram para Tarcísio, França vem sendo aconselhado a evitar o confronto com o PT de Haddad. Por essa lógica, o ex-governador deve mirar a artilharia em Tarcísio e em Garcia e, assim, tentar assumir a vaga do rival de Haddad num 2º turno. Não à toa, a violência urbana virou tema de todos que brigam na eleição paulista - e isso vai aumentar.

Religião

"A candidatura de Tarcísio é representada por um partido que tem ligação com uma denominação religiosa (Universal do Reino de Deus). As outras devem buscar representantes em outras candidaturas, e eu tenho condições de preencher esse espaço", diz Márcio França, em aceno aos evangélicos. Ele também quer conquistar prefeitos hoje com Garcia.

Pense

O deputado estadual Ricardo Mellão (Novo) quer convencer Rodrigo Garcia a tirar da lei um dispositivo
que autoriza o reajuste de alíquotas de ICMS em até 18% pelo governo sem votação na Alesp.

Pijama

Autor da frase "Não estragou a Páscoa de ninguém", sobre o vazamento dos áudios que mostram que o
Alto-Comando militar sabia das torturas na ditadura, o general Luís Carlos Gomes Mattos deixará o Superior Tribunal Militar em julho. Ele vai se aposentar, após 11 anos na Corte. Para o seu lugar, Bolsonaro indicou o general Lourival Carvalho Silva.

Peso

Ele diz que é uma herança do aumento de impostos feito por João Doria no ano passado e pesa contra
Garcia na eleição. A medida, porém, deixou o governador com o caixa cheio. Em 2021, a carga tributária paulista subiu para 8,9% do PIB, ante 7,44% em 2020.

É o dinheiro

Eunício Oliveira, ex-presidente do Senado e que tentará uma vaga de deputado federal pelo MDB do
Ceará, é contra seu partido investir na candidatura de Simone Tebet. Para ele, recursos da sigla devem ser investidos na eleição de deputados.

Bola de cristal

"Vamos colocar o dinheiro do fundo eleitoral (R$ 417 milhões) para ter 0,5% dos votos, uma candidatura que não tem viabilidade? Vai acabar com a bancada do MDB, virar um nanico", diz.

Farda

Nem a Polícia Rodoviária Federal, a mais bolsonarista das forças, alivia a barra de Jair Bolsonaro na
negociação pelo reajuste salarial. Líderes planejam operação-padrão, inspirada na mobilização da
Receita e que afetou o comércio exterior, além de fiscalizações que provoquem engarrafamentos nas estradas.

Farda 2

Representantes se queixam que Jair Bolsonaro ainda não deu sinais de que está disposto a negociar.

Pronto, falei!

"Temos mais de 20 mil garimpeiros em nossas terras, mas o governo Bolsonaro não quer retirá-los. Ele quer acabar com os territórios indígenas", Dário Yanomami, Vice-presidente da Associação Hutukara.

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