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Contas de Trump no Instagram e Facebook serão bloqueadas até a posse de Joe Biden

Medida foi anunciada nesta quinta-feira (7) pelo CEO das redes sociais, Mark Zuckerberg.

JC
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Publicado em 07/01/2021 às 14:36 | Atualizado em 07/01/2021 às 14:50
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Donald Trump e dois de seus filhos, Ivanka e Donald Jr, terão que comparecer perante a Procuradoria de Nova York - FOTO: FOTO: SAUL LOEB / AFP
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Matéria atualizada às 14h52

O CEO do Facebook e Instagram, Mark Zuckerberg, anunciou nesta terça-feira (7), que as contas do presidente dos EUA, Donald Trump, nas redes sociais continuarão bloqueadas até que Joe Biden tome posse. Decisão acontece após apoiadores do presidente invadirem o Congresso dos Estados Unidos durante a recontagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral.

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A medida foi anunciada por meio de uma publicação no Facebook de Zuckerberg. Ele afirmou acreditar que “os riscos de permitir que o presidente continue a usar os serviços durante esse período são simplesmente grandes demais”.

De acordo com o fundador da rede social, a recente invasão ao Capitólio realizada por apoiadores de Trump "demonstram claramente que o presidente Donald Trump pretende usar seu tempo restante no cargo para minar a transição pacífica e legal de poder para seu sucessor eleito, Joe Biden".

"Sua decisão de usar a plataforma para tolerar, em vez de condenar, as ações de seus apoiadores no edifício do Capitólio, com razão perturbou as pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo (...) Nos últimos anos, permitimos que o presidente Trump usasse nossa plataforma de acordo com nossas próprias regras, às vezes removendo conteúdo ou rotulando suas postagens quando violavam nossas políticas. Mas o contexto atual agora é fundamentalmente diferente, envolvendo o uso de nossa plataforma para incitar uma insurreição violenta contra um governo eleito democraticamente (...) Portanto, estamos estendendo o bloqueio que colocamos em suas contas do Facebook e Instagram indefinidamente e por pelo menos as próximas duas semanas até que a transição pacífica de poder seja concluída”, concluiu Zuckerberg.

Na quarta-feira (6), o Twitter ameaçou suspender permanentemente de sua plataforma o presidente americano Donald Trump, que teve sua conta na rede social bloqueada por 12 horas por incitação à violência e um vídeo com apoiadores removido, além de ter recebido uma ordem para apagar três tuítes que violavam as normas da rede. 

"Como resultado da situação violenta sem precedentes e em curso em Washington, DC, pedimos a remoção de três tuítes de @realDonaldTrump publicados hoje, por repetidas e graves violações da nossa política de integridade cívica", fundamentou o Twitter em uma publicação. "Se as postagens não forem apagadas, a conta permanecerá bloqueada."

Na quarta-feira (6), o twitter chegou a bloquear interações com mensagens do presidente, alegando 'risco de violência'. Nas mensagens, Trump afirmava que as eleições realizadas em 2020 no país foram fraudulentas. O democrata Joe Biden foi eleito com 370 delegados, contra 232 a favor de Trump, que é republicano.

>> Twitter bloqueia interação com mensagens de Trump por 'risco de violência

Invasão

Vários prédios de escritórios do Congresso americano precisaram ser evacuados, nesta quarta-feira (6), enquanto apoiadores do presidente Donald Trump cercavam o Capitólio em protesto contra sua derrota na eleição presidencial, que aconteceu em novembro passado. Segundo a CNN americana, as portas do Congresso foram seladas e um alerta de emergência foi acionado no local.

A polícia ordenou que os funcionários esvaziassem o edifício Cannon e outros escritórios vizinhos ao Capitólio, depois que Trump pediu a seus seguidores que se manifestassem contra a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 3 de novembro. 

>> Veja imagens da invasão ao Congresso dos Estados Unidos por apoiadores de Trump

A polícia precisou sacar armas na direção dos apoiadores do presidente que tentavam invadir a Câmara de Representantes dos Estados Unidos, disse um congressista. Quatro pessoas faleceram durante invasão ao Capitólio, nos EUA, de acordo com a polícia. Segundo boletim lido pelo policial, 14 oficiais ficaram feridos no conflito, um em estado grave.



O Chefe da polícia metropolitana da capital, Robert Contee, afirmou que foram realizadas 52 prisões por desobedecer as restrições, quatro por carregar armas sem licença e uma por armamento proibido. Duas bombas foram encontradas, uma no diretório nacional do partido democrata e uma no do partido republicano.

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