ERUPÇÃO

Vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, expele novo fluxo de lava muito líquida sobre La Palma

Este novo fluxo se soma à lava que continua se acumulando no oceano Atlântico

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Publicado em 01/10/2021 às 19:27
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Erupção começou no dia 19 de setembro - FOTO: SUNSETS SWEDEN / AFP
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Um novo fluxo de lava muito líquida apareceu nesta sexta-feira (1) na ilha espanhola de La Palma, onde o vulcão Cumbre Vieja já expeliu 80 milhões de metros cúbicos de magma desde sua entrada em erupção há quase duas semanas, informaram as autoridades.

Segundo o Instituto Geológico e de Mineração da Espanha (IGME), este novo fluxo começou às 02h30 no horário local (22h30 de quinta-feira no horário de Brasília), após a aparição de uma nova boca considerada muito expulsiva no flanco do Cumbre Vieja.

 

Vídeos aéreos captados pelo IGME e pelo Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan) mostravam um impressionante rio de lava incandescente abrindo passagem sobre um solo carbonizado.

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Vulcão Cumpre Vieja em erupção - Sunsets Sweden / AFP
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Vulcão Cumpre Vieja em erupção - SUNSETS SWEDEN / AFP
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A lava do vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, nas Ilhas Canárias, chegou ao mar na noite desta terça-feira (28) - @IEOoceanografia via Twitter
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Vulcão Cumpre Vieja em erupção - DESIREE MARTIN / AFP
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Vulcão Cumpre Vieja em erupção - DESIREE MARTIN / AFP

Este novo fluxo se soma à lava que continua se acumulando no oceano Atlântico, formando uma vasta plataforma de magma, cuja superfície supera os 20 hectares e não para de crescer.

Desde sua entrada em erupção em 19 de setembro, o Cumbre Vieja expulsou "80 milhões de metros cúbicos de magma", informou o presidente do governo regional das Canárias, Ángel Víctor Torres, em coletiva de imprensa.

Essa quantidade é, segundo Torres, o dobro do emitido em 1971 pelo vulcão vizinho de Teneguía.

A erupção, que não deixou nenhum morto ou ferido até o momento, obrigou a remoção de cerca de 6.000 dos 85.000 habitantes da ilha. Os danos materiais são muitos e a lava destruiu 870 edifícios, além de cobrir 246 hectares de terreno, segundo o sistema de medida geoespacial Copernicus.

Depois de percorrer seis quilômetros nos primeiros dias de erupção e de ter quase parado depois, o ardente fluxo de lava finalmente chegou ao mar na madrugada de terça para quarta-feira, gerando grandes quantidades de fumaça e gás tóxico.

Para evitar intoxicações, foi estabelecido um perímetro de segurança de 3,5 quilômetros, além de uma zona de exclusão marítima de duas milhas náuticas. As autoridades da ilha pediram aos moradores de vários bairros que se confinassem em suas casas.

A concentração de dióxido de enxofre aumentou nas últimas horas em Tazacorte, o município mais próximo, onde a lava chega ao Atlântico, enquanto as partículas de cinzas ganhavam densidade em toda a região.

Contudo, a qualidade do ar não é preocupante, afirmou o diretor do Plano Especial de Proteção Civil e Atenção de Emergências por Risco Vulcânico das Canárias (Pevolca), Miguel Ángel Morcuende.

De visita à ilha nesta sexta-feira, o ministro da Presidência, Félix Bolaños, tentou tranquilizar os cidadãos de La Palma, afirmando que a reconstrução das áreas afetadas seria uma "prioridade" para o governo.

O presidente do governo, Pedro Sánchez, que já viajou para a ilha duas vezes, voltará no domingo a La Palma, segundo anunciou Bolaños.

 

 


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