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Aplicação da vacina bivalente contra a covid reforça a defesa contra a doença – e a importância da imunização em massa

A vacinação preventiva à disseminação do coronavírus pode seguir o padrão de atualizações anuais, impedindo a contaminação em larga escala em pessoas desprotegidas, ou com as defesas reduzidas para sustar o desenvolvimento de casos graves

JC
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Publicado em 27/02/2023 às 4:00
RENATO RAMOS/JC IMAGEM
No Recife, cerca de 105 mil pessoas fazem parte do grupo com prioridade na imunização com vacina bivalente - FOTO: RENATO RAMOS/JC IMAGEM

O primeiro público-alvo para receber o reforço já pode agendar e se vacinar com a substância bivalente disponível no Brasil contra o coronavírus. Inicialmente, no Recife, a campanha abrange idosos com 70 anos ou mais, pessoas imunossuprimidas a partir dos 12 anos de idade, além dos moradores de instituições de longa permanência e residência inclusiva. A proteção bivalente amplia o alcance da vacina contra a Covid, incluindo variantes do vírus que não estavam cobertos pelos imunizantes originais.

Mesmo assim, as vacinas originais continuam valendo para quem ainda falta completar o esquema, com a eficácia comprovada, na prática, pela redução drástica de casos graves de uma doença que matou quase 7 milhões de indivíduos no mundo inteiro, dos quais cerca de 700 mil somente no Brasil.

O Programa Estadual de Imunizações de Pernambuco recebeu 194.400 doses, pouco mais de 24% do total de 800 mil prometidas para distribuição, pelo governo federal, ao conjunto dos municípios do estado. A preocupação com a diminuição da proteção imunológica na população acima de 60 anos, que recebeu a última dose de reforço há pelo menos quatro meses, orienta a nova campanha nacional contra a covid.

Assim como a imunização contra a gripe, a vacinação preventiva à disseminação do coronavírus pode seguir o padrão de atualizações anuais, impedindo a contaminação em larga escala em pessoas desprotegidas, ou com as defesas reduzidas para sustar o desenvolvimento de casos graves.

No Brasil e em todo o mundo, a ocupação de leitos hospitalares de terapia intensiva e os óbitos causados pela Covid são de pacientes não vacinados, ou com o esquema de vacinação incompleto. Um pequeno número de casos agravados, contudo, demonstra a vulnerabilidade dos grupos prioritários, como os idosos, depois de um período acima de quatro meses da última dose de reforço.

Para quem não tomou as doses iniciais, a vacina bivalente não está liberada. Apenas os brasileiros que receberam pelo menos duas doses da vacina original, monovalente, podem tomar o reforço atual com a bivalente, conforme autorizado pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde.

Para o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, membro do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o cenário atual no país é adequado para a manutenção do controle da pandemia, por causa da quantidade de cidadãos imunizados, bem como daqueles que já se contaminaram. Além disso, a maior circulação do coronavírus se dá, em todo o território nacional, com a variante ômicron, coberta pela vacina bivalente.

A utilização de substâncias seguras e eficazes contra doenças respiratórias, por meio de imunização em massa, é uma rotina que tende a se consolidar, para evitar novos surtos pandêmicos como experimentamos entre 2020 e 2022. A vacinação é o único remédio individual e coletivo contra o risco de se contrair essas doenças em formas graves, que podem causar a morte de muitos e colapsar os sistemas hospitalares, como ocorreu com a Covid. Sempre é importante repetir: quanto mais cedo e mais gente se vacinar, melhor.

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