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Menina de 10 anos que realizou aborto no Recife está estável, diz hospital

Boletim de saúde foi divulgado na manhã desta segunda-feira (17).

JC
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Publicado em 17/08/2020 às 13:12
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FELIPE RIBEIRO/JCIMAGEM
Procedimento foi marcado por protestos e aglomerações em frente à maternidade, no domingo (16) - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JCIMAGEM
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O estado de saúde da criança capixaba de 10 anos que passou pelo procedimento de aborto legal, autorizado pela Justiça, no Recife está estável nesta segunda-feira (17). A informação foi dada pelo Centro Integrado Amaury de Medeiros da Universidade de Pernambuco (Cisam/UPE), nesta manhã, por meio de nota.

A cirurgia foi concluída na tarde desse domingo (16). A menina, que engravidou após ser estuprada pelo tio desde os 6 anos na cidade de São Mateus, precisou viajar do Espírito Santo para interromper sua gestação. O procedimento foi autorizado judicialmente na sexta-feira (14), mas os médicos do estado capixaba optaram por não realizá-lo. Por isso, a paciente foi encaminhada ao Cisam, no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife.

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O caso repercutiu após aglomerações que ocorreram em frente à maternidade, com a presença de grupos pró e contra o procedimento. A transferência da menina deveria ter acontecido em sigilo, mas o nome do hospital vazou e foi divulgados na internet. 

Leia a nota do Cisam 

“O Centro Integrado Amaury de Medeiros da Universidade de Pernambuco (Cisam/UPE) informa que o procedimento foi realizado e a paciente segue estável.”

Entenda o caso

A autorização para o aborto legal da garota de dez anos foi dada pela Vara da Infância e da Juventude da cidade de São Mateus. No despacho, o juiz determinou que a criança fosse submetida ao procedimento de melhor viabilidade e o mais rápido possível para preservar a vida dela.

O caso foi descoberto quando a menina deu entrada no dia 8 de agosto no Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, com sinais de gravidez. A garota estava se sentindo mal e a equipe médica desconfiou da barriga "crescida" da menina. Ao realizar exames, os enfermeiros descobriram que ela estava grávida de três meses. Em conversa com médicos e com a tia, a criança confidenciou que o tio a estuprava desde os seis anos e que nunca contou aos familiares porque era ameaçada. O homem fugiu depois que a gravidez foi descoberta.

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