EDUCAÇÃO

Saiba quais campi do IFPE iniciam as aulas remotas nesta segunda (17)

Diferentemente dos planos de ensino da UFPE e UFRPE, aulas online no IFPE são obrigatórias. As estratégias de inclusão dos alunos no processo didático online variam para cada campus e para cada curso

JC
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Publicado em 17/08/2020 às 13:37
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Aulas são retomadas nesta segunda nos campi Abreu e Lima, Afogados da Ingazeira, Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Garanhuns, Ipojuca, Igarassu, Olinda, Pesqueira, Palmares e Vitória de Santo Antão - FOTO: Foto: Divulgação
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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) deu início, nesta segunda-feira, às atividades de ensino nos Campi Abreu e Lima, Afogados da Ingazeira, Barreiros, Cabo de Santo Agostinho, Garanhuns, Ipojuca, Igarassu, Olinda, Pesqueira, Palmares e Vitória de Santo Antão, paralisadas desde março devido a pandemia da covid-19. Já nos polos de Educação a Distância (EaD), retomada será na quarta-feira (19); no Campus Paulista, no dia 24 de agosto; e nos Campi Belo Jardim, Caruaru, Jaboatão dos Guararapes e Recife, no dia 31 do mesmo mês. Nesta segunda, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também deu início ao Período Letivo Excepcional (PLE) 2020.3. Já a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) tem retorno programado para a próxima segunda, dia 24 de agosto.

Inicialmente, haverá um período de adaptação no IFPE, tanto para revisar os conteúdos ministrados ainda no início do semestre quanto para adequar as estratégias que estão sendo adotadas localmente. Algumas ações como empréstimo de tablets, abertura de salas somente para estudantes que não possuem acesso à internet e com respeito a todos os protocolos de segurança também estão sendo adotadas, segundo o IFPE. Paralelamente, estão em andamento iniciativas de inclusão digital, tanto internamente quanto com apoio do Ministério da Educação (MEC).

As estratégias de inclusão dos alunos no processo didático online, no entanto, variam para cada campus e para cada curso, responsáveis por definir a melhor maneira de reestruturar o calendário acadêmico, adequando as disciplinas e conteúdos teóricos e práticos para trabalhar toda a carga horária, sem haver prejuízo dos conteúdos ministrados aos estudantes.

O estudante de Computação Gráfica Jailson Oliveira, 17, não concordou com o semestre ter sido imposto de forma obrigatória, mas reconheceu que o IFPE tem dado suporte aos alunos. "Eu não concordo que seja obrigatório, porque nem todo mundo vai querer fazer. Como a gente não teve opção, precisamos fazer para que não acabemos reprovando. A grande preocupação é que têm pessoas em outros períodos que não têm acesso à internet, mas o IFPE está fazendo o empréstimo de tablets, um acompanhamento bem próximo", defendeu.

Serão utilizados ambientes virtuais de aprendizagem, como Moodle, Google Sala de Aula, entre outros, definidos junto às comunidades. Os materiais didáticos serão disponibilizados nesses ambientes virtuais e cada estudante assiste de acordo com seu tempo e conveniência. As videoaulas estarão disponibilizadas de duas maneiras: gravadas previamente, produzidas pelos professores e disponibilizadas nas plataformas e, em alguns casos, até por meio de pendrivers. Também poderá haver aulas on-line, por meio de videoconferência. Para tanto, serão utilizadas ferramentas de comunicação, entre as quais o Google Meet.

Visando atender os alunos que não têm acesso à tecnologia digital, os campi do IFPE, quando necessário, poderão enviar materiais didáticos para a casa dos estudantes, como livros, trabalhos escolares, fichas, roteiros de estudo e lista de exercícios. As avaliações também estarão disponíveis tanto nos ambientes virtuais como nas estratégias de atividades remotas sem o uso de tecnologias.

Retorno na UFRPE

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) também deu início, nesta segunda-feira (17), ao Período Letivo Excepcional (PLE) 2020.3, que se estende até o dia 23 de outubro de forma remota e opcional, após cerca de cinco meses de paralisação devido a pandemia da covid-19. Em junho, foi feita uma consulta pública sobre a medida, que foi aprovada no mês seguinte.

O reitor da Rural, Marcelo Carneiro Leão, inaugurou o período por meio de uma cerimônia transmitida a partir das 9h no YouTube. Na solenidade, ele reafirmou o compromisso da universidade com a inclusão social e com a vida do corpo acadêmico, composto por quase 20 mil pessoas, entre professores, estudantes e técnicos. “Quando o Consórcio Universitas decidiu suspender as atividades nas universidades por conta da pandemia no dia 16 de março, iniciamos um processo para pensar qual seria o futuro das nossas instituições. No caso da UFRPE, que acompanhei de forma muito próxima, tínhamos dois princípios que nortearam toda a elaboração tanto o plano de funcionamento geral, quanto o PLE: a preservação de vida das pessoas e que as ações pudessem ser feitas em um processo inclusivo”, afirmou o gestor.


Leão garantiu que nenhum dos 16 mil alunos da Rural, distribuídos em campus no Recife e no Cabo de Santo Agostinho, ambas na Região Metropolitana, além de Garanhuns, no Agreste, e em Serra Talhada, no Sertão do Estado, será prejudicado caso não tenha acesso aos equipamentos necessários para acompanhar as aulas. “O PLE foi construído de forma opcional, e não obrigatória, tanto a oferta das disciplinas quanto a adesão dos estudantes. A não participação não irá prejudicar o andamento da formação dos nossos estudantes”, disse.


Os alunos que optaram se matricular em cadeiras dos 55 cursos de graduação neste semestre, incluindo os novatos, terão aulas através da plataforma online da própria instituição, chamada de AVA, ou por outros meios como Youtube ou Google Classroom, a depender da escolha do professor. Além disto, foi realizada uma organização didática-pedagógica para oferecer atividades síncronas, que são ao vivo com o professor, e assíncronas, permitindo que os estudantes assistam às vídeo-aulas em outro momento.

O modelo de ensino foi aprovado por Pâmela Santos, 21, estudante de Engenharia de Materiais no campus da Rural no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. “Como estou no final da graduação para mim foi muito positivo, uma vez que não vai atrasar tanto o curso, como eu estava esperando [que fosse acontecer]. Estou gostando bastante, até pelo fato de ter pessoas que já trabalham na minha turma e todo mundo terá acesso às aulas porque ficarão gravadas para quem não puder comparecer às que forem on-line. Acho que foi bastante pensado e está atendendo o máximo de pessoas possíveis”.

Para facilitar o acesso de estudantes em vulnerabilidade social às aulas, a UFRPE abriu, entre os dias 20 de julho e 7 de agosto, um edital para um Auxílio Emergencial de Inclusão Digital, que dará quatro parcelas de R$ 345. Após o recebimento da primeira parcela, o discente deverá prestar contas para a instituição sobre a utilização do recurso financeiro, que deve ser exclusivamente utilizado para aquisição de chromebooks, notebooks, tablets ou Computadores de Mesa (Desktop) com respectivos complementos.

A diretora geral e acadêmica da unidade de Serra Talhada, Katya Maria Oliveira, garantiu durante a solenidade de abertura do semestre que o diálogo com os estudantes será constante. “O esforço foi contínuo desde o início da pandemia para que pudéssemos chegar até nosso PLE. Iniciamos hoje mais um desafio. Aos estudantes, gostaria de mandar a mensagem de que estamos juntos em qualquer dificuldade que tenham neste momento. Nosso diálogo vai ser contínuo, como sempre foi e será”, afirmou.

Estudantes recebem doações para reformar computadores

Com o objetivo de auxiliar que alunos sem acesso à internet e tecnologias possam participar do Período Letivo Excepcional (PLE) 2020.3, cerca de dez alunos da UFRPE começam a receber nesta terça-feira (18) doações de equipamentos em desuso ou sem funcionar com o intuito de montar novos computadores para estudantes em vulnerabilidade socioeconômica. O trabalho será feito pela equipe da startup Recibra, da Unidade Acadêmica de Santo Agostinho (UACSA).

A Recibra, startup especializada no tratamento de resíduo eletrônico sem agressão ao Meio Ambiente, é formada por alunos dos cursos de Engenharia Eletrônica, Elétrica, Civil e Engenharia de Materiais da UFRPE que, com a chegada da pandemia da covid-19 e a consequente suspensão das aulas presenciais em março, não quiseram "cruzar os braços"."Temos amigos que estão em situação de vulnerabilidade socioeconômica constatada pela instituição que iriam perder o período letivo e a gente não quis cruzar os braços. Nos justamos e estamos trabalhando junto com a universidade para receber as doações de computadores e tentar torná-los usuais", disse Romário Jonas de Oliveira, 28.

Com apoio do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação (NEI/Instituto Ipê/UFRPE), os estudantes conseguiram sala no Cegoe, no Campus Dois Irmãos, para realizar o trabalho voluntário e solicitam doações de computadores danificados ou sem uso - em bom estado - ou periféricos, como teclado, mouse, monitor, pentes de memória e HD, que podem ser usados nas montagens. Empresas e entidades que possuam computadores nessas condições também podem ajudar a iniciativa.

Além da doação dos computadores recondicionados, o grupo pretende ensinar as pessoas e capacitá-las em relação ao uso operacional das máquinas.

Para doar, basta entrar em contato pelo número de telefone e WhatsApp (81) 9.9845-1510, pelo e-mail recibra@gmail.com ou pela página no Instagram @recibraof.

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