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Veja como observar em Pernambuco a conjunção de Saturno e Júpiter, fenômeno que não ocorre desde a Idade Média

Neste Dia Nacional da Astronomia, saiba que outros fenômenos astronômicos estarão visíveis em Pernambuco em dezembro

JC
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Publicado em 02/12/2020 às 15:45
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Divulgação/Nasa
Os planetas vão aparecer lado a lado: Júpiter (na imagem) à esquerda e Saturno à direita. - FOTO: Divulgação/Nasa
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Celebrado nesta terça-feira (2), o Dia Nacional da Astronomia acontece em um mês com fenômenos peculiares que podem ser vistos de Pernambuco. Que tal comemorar a data se programando para observá-los?

Um desses eventos já está ocorrendo. Trata-se do alinhamento de Júpiter e Saturno, que vão ficar tão próximos que, vistos da Terra, vão aparentar ser um planeta duplo. O acontecimento é tão significativo que não é registrado desde 1623, durante a Idade Média. E a melhor parte é que pode ser visto a olho nu.

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A visibilidade vai estar maior entre os dias 16 e 25, sendo o dia 21 o dia em que estará mais evidente. O coordenador de Astronomia do Espaço Ciência e Observatório da Sé, Cleiton Batista, explica que, nesta data, bastará olhar para o céu na direção que o sol se põe para ver a conjunção dos astros. "Ambos planetas estarão se pondo na direção oeste durante o início da noite. Ambos planetas estarão se pondo na direção oeste durante o início da noite", falou.

Os planetas vão aparecer lado a lado: Júpiter à esquerda e Saturno à direita. "O ponto mais brilhante que a população visualizar é o planeta Júpiter, e esse brilho superior é por sua maior proximidade com o nosso planeta, como também o seu tamanho, sendo o maior do sistema solar. Já o planeta Saturno é o de menor brilho", antecipou.

Após o dia 21 de dezembro, a dupla vai demorar pelo menos uma geração para se reencontrar dessa forma. "Quem quiser observar tal aproximação entre os dois planetas deverá aguardar até 15 de março de 2080. Depois disso, essa dupla não fará aparição semelhante até o ano de 2400.

Na próxima segunda-feira (14), outros fatos astronômico vão acontecer. Da noite até o início da madrugada da terça-feira (15), uma chuva de meteoros, conhecida como Geminídeas (com radiante na constelação de Gêmeos), estará em sua máxima atividade e ficará visível a olho nu em Pernambuco. "A partir das 20h, o observador pode procurar a constelação de Órion (onde são encontradas as Três Marias), que serve como orientação, e firmar a observação nessa direção." Dessa forma, garante-se um maior campo de visão ao céu, aumentando as chances de avistar as estrelas cadentes, detalhou.

Um eclipse solar vai ocorrer neste mesmo dia, embora só fique visível totalmente no extremo Sul da América do Sul (Argentina e Chile), na porção ocidental da Oceania e na zona tropical do Oceano Atlântico. No Brasil, o eclipse poderá ser visto parcialmente em todo o País, exceto dos estados do Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Amapá e Roraima. Por aqui, no Recife, vai ser quase imperceptível, com menos de 1% do sol eclipsado. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é a cidade brasileira que poderá observá-lo melhor, com 54% do sol eclipsado.

"O Sol entra na região de penumbra lunar às 10h33 (horário de Brasília), atinge o máximo do eclipse às 13h13 e saí da região de umbra lunar às 15h53 (horário de Brasília). No entanto, aqui para nós, só conseguimos ver essa pequena parcela do Sol eclipsada às 14h30 com auxílio de um telescópio com filtro de observação do sol", falou.

O especialista lembrou que olhar para o sol de forma direta sem o uso de acessórios específicos pode trazer danos à visão, até mesmo cegueira permanente. "Nada de usar negativo de fotografia, placa de radiografia, óculos escuros, que todos eles são ineficazes em barrar os raios ultravioletas", alertou.

Pertencentes à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, o Espaço Ciência e Observatório da Sé ganharam o Prêmio Quíron de Prata, quarto lugar entre as instituições brasileiras que promovem a divulgação da Astronomia. 

Veja o calendário de fenômenos astronômicos de dezembro

07 – Lua na fase quarto minguante.
12 – Conjunção entre a Lua e Vênus a partir das 04h.
14 – Lua na fase nova.
14 – Eclipse solar total: visível em sua totalidade no extremo Sul da América do Sul (Argentina e Chile), porção ocidental da Oceania e zona tropical do Oceano Atlântico. No Brasil, o eclipse será parcial e poderá ser visto em todo o território nacional com exceção dos estados do Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Amapá e Roraima. Em Recife, o eclipse vai ser quase imperceptível, com menos de 1% do sol eclipsado. Porto Alegre será a cidade brasileira que poderá observar melhor o eclipse, com 54% do Sol eclipsado.
14 – Máxima atividade da chuva de meteoros Geminídeas.
16 – Conjunção entre a Lua, Júpiter e Saturno ao anoitecer.
20 – Mercúrio em conjunção superior com o Sol.
21 – Solstício de verão: o Sol atinge o seu maior afastamento do equador, na direção do polo sul, e a outra é em 22 ou 23 de junho, na direção do polo norte.
21 – Conjunção entre Júpiter e Saturno (os planetas estarão separados por apenas 6º de arco e poderão ser observados na constelação de Capricórnio, a Leste no, no começo da noite).
30 – Lua na fase cheia.

Fonte: Espaço Ciência

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