Imunização

Pernambuco não fará compra direta de vacinas contra covid-19 junto a laboratórios

Em coletiva online, realizada no final da tarde desta quinta-feira (03), o secretário Estadual de Saúde do Estado, André Longo, disse que Pernambuco vai aguardar a distribuição feita pelo governo federal, através do Programa Nacional de Imunizações

Ciara Carvalho
Ciara Carvalho
Publicado em 03/12/2020 às 18:23
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JOEL SAGET/AFP
A vacina da Moderna é uma das esperanças na luta contra a covid-19 - FOTO: JOEL SAGET/AFP
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O secretário Estadual de Saúde, André Longo, descartou que Pernambuco tenha intenção de fazer uma compra direta junto a laboratórios que estão produzindo vacinas contra a covid-19. Ele argumentou que o Brasil possui um Programa Nacional de Imunizações que é referência mundial. Longo disse estar confiante de que a universalidade na distribuição da vacina com todos os brasileiros será respeitada pelo governo federal. "Nós não vemos necessidade de aquisições pontuais de vacina. Acreditamos que o acesso será equânime para todos os Estados, sem preponderar interesses políticos nesse processo", afirmou André Longo, durante coletiva online realizada no final da tarde desta quinta-feira (03).

O secretário lembrou que ainda não há nenhum imunizante aprovado pela Anvisa, mas a expectativa é que as primeiras doses estejam sendo distribuídas a partir de fevereiro do próximo ano. Ele argumentou que Pernambuco tem se destacado no cenário nacional pela logística para distribuição e aplicação de vacinas nos programas de imunização que já existem. "Somos o Estado com melhor índice de alcance de crianças na vacinação contra a poliomielite. Já temos uma larga experiência nessa área, o que nos ajudará no processo de imunização contra a covid", destacou.

O secretário afirmou também que não há, no momento, previsão para reabertura de hospitais de campanha, apesar do aumento registrado de casos graves de síndromes respiratórias nas últimas semanas. Ele disse que o Estado já vem ampliando o número de leitos, tanto de enfermaria quanto de UTIs, na própria rede hospitalar. Ele, no entanto, sinalizou que a volta dos hospitais de campanha poderá ocorrer no próximo ano, caso a expectativa de aumento exponencial de casos de covid venha a ocorrer entre os meses de fevereiro e abril.

"Vamos analisar a evolução do quadro de infecção. Há uma previsão de que haja um recrudescimento de casos entre esses meses, o que poderá levar a uma reavaliação da oferta de vagas e uma possível reabertura desses hospitais", explicou.

AUMENTO DOS CASOS GRAVES

Na última semana de novembro (que corresponde a 48ª semana epidemiológica), a Secretaria de Saúde Estadual registrou um aumento de 27% no número de casos graves de síndrome respiratório, comparada com 15 dias antes (46ª semana epidemiológica). Os registros passaram de 512 casos para 653 notificações.

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