Mudança

Adiada decolagem de voo que sai do Recife para buscar vacina contra covid-19 na Índia

No total, 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford serão trazidas para o Brasil

Ana Maria Miranda
Ana Maria Miranda
Publicado em 14/01/2021 às 10:45
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ILUSTRATIVA/DIVULGAÇÃO
Avião da empresa Azul decola do Recife para pegar vacinas contra a covid-19 na Índia - FOTO: ILUSTRATIVA/DIVULGAÇÃO
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Atualizada às 13h07

Previsto para decolar às 23h do Aeroporto do Recife nesta quinta-feira (14), o voo com destino à Índia para buscar 2 milhões de doses da vacina contra a covid-19 foi adiado para a sexta-feira (15), no mesmo horário. A informação foi confirmada pela administradora do aeroporto, a Aena.

O imunizante da AstraZeneca/Oxford foi adquirido pelo Ministério da Saúde. O voo será operado por um Airbus 330neo da Azul Linhas Aéreas. O destino é a cidade indiana de Mumbai. Inicialmente, o retorno estava previsto para o próximo sábado (16), mas com a mudança, a volta também pode ser postergada.

A carga de vacinas - produzidas pelo laboratório indiano Serum - é estimada em 15 toneladas. A aeronave que realiza a operação, a maior da frota da companhia, será equipada com envirotainers específicos para garantir o controle de temperatura da carga de acordo com as recomendações do fabricante.

Em nota, a Azul informou que a operação logística para a busca das vacinas teve o início reprogramado em algumas horas devido a "questões logísticas internacionais".

De acordo com a companhia aérea, a aeronave inicia a jornada na tarde desta quinta (14), às 15h30, decolando do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com destino ao Recife. O avião pernoita no aeroporto da capital pernambucana e parte para Mumbai às 23h da sexta. A tripulação do voo se apresentará no aeroporto por volta das 21h30.

"Como resultado de um grande esforço conjunto entre os órgãos envolvidos, a operação de trazer os imunizantes ao Brasil será concluída de forma antecipada em relação ao plano original", diz a Azul. Entretanto, a companhia não informou quando será a volta da aeronave.

Através de nota, o Ministério da Saúde informou que a data de retorno do avião "ainda está sendo avaliada de acordo com o andamento dos trâmites da operação de logística feita pelo Governo Federal em parceria com a Azul".

A viagem

De acordo com o Ministério da Saúde, até Mumbai serão 15 horas de voo, sem escalas. O trajeto tem mais de 12 mil quilômetros. A aeronave deve retornar pelo Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, onde as doses serão armazenadas.

Ainda segundo o governo federal, a vacina da AstraZeneca será distribuída aos estados em até cinco dias após o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dar início à imunização em todo o País, "de forma simultânea e gratuita". A segurança do transporte em terra até os estados contará com o apoio do Ministério da Defesa.

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O Brasil conta ainda com 6 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan, produzidas pelo laboratório chinês Sinovac. Segundo o Ministério da Saúde, o País tem 354 milhões de doses contratadas após acordos realizados com laboratórios, "além de seringas suficientes para a administração das vacinas a todos os brasileiros".

No domingo (17), a Anvisa fará uma reunião para a tomada de decisão sobre a concessão ou não da autorização das vacinas.

Doses para Pernambuco

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, declarou em coletiva de imprensa nessa quarta-feira (13) que "se todas as vacinas que o Ministério da Saúde diz estarem prontas puderem ser distribuídas na próxima semana", o estado deve receber de 350 mil a 360 mil doses do imunizante contra a covid-19.

Segundo o secretário, o número corresponde a 4,7% das 8 milhões de doses que o Brasil importa para começar a vacinação. "São 6 milhões do tipo CoronaVac e 2 milhões da AstraZeneca", explicou.

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Longo afirmou ainda que entre 24 horas e 48 horas depois do recebimento das doses, a imunização será iniciada. Na manhã desta quinta, um comitê técnico da secretaria estadual se reúne para finalizar o plano de operacionalização da campanha de vacinação.

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As principais farmacêuticas desenvolvedoras de vacinas, como Pfizer e AstraZeneca, já afirmaram que não pretendem negociar venda com empresas, apenas com governos - FOTO:JUSTIN TALLIS/AFP/POOL

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