CASO CARLINHOS

Pai do menino Carlinhos quebra silêncio e diz que não sabia onde o filho estava

O argentino Carlos Attias falou em entrevista à Rádio Jornal que estava sem notícias do filho

JC
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Publicado em 25/01/2021 às 18:53
Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem
Carlos Attias é acusado de ter desaparecido com o filho após o Natal de 2015 - FOTO: Foto: Diego Nigro/Acervo JC Imagem
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Pai do menino Carlinhos Attias Boudoux, o argentino Carlos Attias conversou com a Rádio Jornal e defendeu sua inocência sobre a acusação de sequestrar o próprio filho. Ele contou que não sabia o paradeiro do filho desde o último dia 23 de fevereiro de 2019, quando o garoto, hoje com 13 anos, desapareceu na Argentina até o último dia 19 de janeiro, quando recebeu a notícia de que o menino se apresentou na delegacia.  

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 “Fora da minha residência, há câmeras instaladas pela Polícia Federal que registram quem entra e quem sai da minha casa. Meus telefones estão grampeados há mais de um ano. Tenho um dispositivo de rastreio por satélite na minha perna e não há nenhuma possibilidade de eu ter tido contato com meu filho”, disse o pai.

A mãe do garoto, a fisioterapeuta Claudia Boudoux afirma que o ex-marido levou sem autorização o filho do casal, então com oito anos, após o Natal de 2015. Alegando que o garoto era mal tratado pela família materna, Carlos levou o filho para a Argentina, o que deu início a uma longa batalha judicial pela guarda de Carlinhos. Em 2019, pouco após uma decisão da Justiça argentina obrigar Carlos a devolver o filho para a mãe, o menino desapareceu da casa onde morava com o pai sem deixar pistas. 

A família da mãe afirmou que o argentino estava escondendo o jovem, para que ele não voltasse ao Brasil. Esta semana, Carlinhos foi encontrado. O jovem apareceu em uma delegacia de Buenos Aires, afirmando estar perdido. Ele foi levado para um abrigo para crianças e adolescentes. 

Em prisão domiciliar na casa onde mora sozinho na cidade de San Martin, na grande Buenos Aires, Carlos usa tornozeleira eletrônica e responde por uma série de crimes. Na noite do domingo (24), ele entrou em contato com a reportagem para dar a versão dele sobre o desaparecimento de Carlinhos, que o pai chama de “Carlitos”. Segundo o advogado, Carlinhos fugiu porque não queria voltar a viver com a mãe no Brasil. O pai também reclama do tratamento recebido pela Justiça e acusa a mãe do menino de querer se aproveitar financeiramente da situação.

Veja a íntegra da entrevista:

Rádio Jornal: Eu gostaria de saber qual foi a última vez que o senhor viu o menino Carlinhos? Por favor, tente se recordar com precisão do dia e da hora.

Carlos Attias: A última vez que vi o meu filho foi no mesmo dia em que ele deixou o departamento em que nós morávamos. Isso faz um ano e onze meses. Naquela oportunidade, Carlinhos estava prestes a viajar comigo ao Recife, em cumprimento a um acordo firmado com a mãe, em virtude disso íamos viajar juntos para que a volta não fosse traumática para ele. Apesar de se opor a voltar ao Brasil, eu o garanti que o acompanharia para poder assegurar que ele pudesse se apresentar ao juiz pernambucano e dissesse qual era a vontade dele, no que diz respeito ao local de onde morar e as garantias de não voltar a sofrer maus tratos por parte da família materna. No entanto, isso não pôde ser possível, devido ao fato de que a mãe de Carlinhos não cumpriu com a obrigação dela de retirar as restrições contra mim, em função da alegada inadimplência com a pensão alimentícia. Comuniquei, então, ao juiz e ao meu filho que eu não estava em condições de viajar por causa dessas restrições e que Carlinhos deveria viajar sozinho. Foi assim que meu filho ficou revoltado e preferiu fugir de casa, antes que voltasse a ficar em perigo com a família materna.

Rádio Jornal: O senhor pode deixar mais claro o motivo que impedia o senhor de voltar ao Brasil com o Carlinhos?

Carlos: Sim, claro. Cláudia havia pedido minha prisão por descumprimento de pagamento de pensão alimentícia do valor fixado pelo juiz, em função dos três filhos em comum. Desde o momento que saí do Brasil e me tornei responsável por Carlinhos, achei que não era apropriado seguir com este acordo. Então, no terceiro mês sem pagamento, ela pediu minha prisão. Ao chegar a um acordo com ela aqui na Argentina, ela se comprometeu a retirar essas restrições. No entanto, nunca fez isso. Fui avisado disso três dias antes de viajar pela Dra. Kleyne Oliveira, minha advogada no Recife. Por este motivo, avisei que não poderia viajar, já que, ao chegar a São Paulo, seria preso e não poderia acompanhar meu filho até o Recife.

Rádio Jornal: A mãe de Carlinhos diz que o senhor estava escondendo o menino por todo este tempo. Antes de Carlinhos ser encontrado pela Polícia, qual havia sido a última vez que o senhor tinha tido notícias sobre o paradeiro dele?

Carlos: A mãe do Carlinhos diz essas coisas porque, ao invés de buscar se aproximar do adolescente, quer se vitimizar nas redes sociais com um só propósito: arrecadar dinheiro. Você mesmo pode comprovar isso com as postagens solicitando que as pessoas depositem fundos (dinheiro) para o “Retorno de Carlinhos ao Brasil”. Não se trata de uma acusação séria. Eu me encontro vigiado 24 horas, com prisão domiciliar, telefones grampeados e câmeras que controlam os movimentos de quem entra e quem sai de minha casa por 24 horas, todos os 365 dias do ano. Como poderia ser possível o que afirma a sra. Boudoux?

Rádio Jornal: Desculpe, mas o senhor não respondeu a minha pergunta. Eu gostaria de saber qual foi a última vez que o senhor teve notícias sobre o paradeiro do seu filho.

Carlos: A última vez que soube dele foi em na terça-feira, 19 de janeiro, quando por uma notificação judicial fui informado que ele se apresentou em uma delegacia da cidade de Buenos Aires. Antes disso, em 23 de fevereiro de 2019.

Rádio Jornal: Então, entre a saída do seu filho da sua casa e a chegada dele à delegacia de polícia, o senhor não teve nenhuma notícia do seu filho? Pergunto isso porque há uma informação de que o senhor teria contratado uma senhora de 80 anos para manter o Carlinhos escondido. Isso é verdade?

Carlos: Veja, essa informação é falsa. A senhora de 80 anos se chama Dolores Valls. Ela é avó de um amigo de estudos do meu filho mais velho e cliente do meu escritório de advocacia, pois levei dois processos judiciais para auxiliá-la. Há dois anos, em uma conversa que estava sendo escutava pelas autoridades, a senhora Valls disse para a irmã dela que tanto o neto dela, como eu, tínhamos conhecimento do lugar em que Carlinhos estava escondido. Ela disse na conversa que estava na cidade de Lobos e que, nos finais de semana, Ignácio (o neto dela) me levava para ver Carlinhos. Foi por isso que prenderam nós três. No entanto, logo se comprovou que a senhora não só não estava com seu juízo perfeito (ela tem demência, câncer no cérebro e outras doenças que comprovaram que era inimputável), como também foram solicitados registros de vídeos dos pedágios e ficou confirmado que nunca fomos a Lobos. Por outro lado, desde que Carlinhos se foi, Ignácio residia na cidade de Pinamar, a 400km de Buenos Aires. Ignácio, Dolores e eu, apenas de tudo isso, seguimos em prisão domiciliar.

Rádio Jornal: De acordo com o jornal Clarín, as investigações apontam que, no dia do desaparecimento, câmeras de segurança mostram o momento em que Carlinhos entrou em uma caminhonete branca e sumiu. Você sabe de quem seria a caminhonete branca?

Carlos: Muito boa pergunta. Carlinhos foi caminhando pela rua Melian, que era a rua em que morávamos. As câmeras mostram ele se afastando. Ao chegar na esquina em que há um hospital, ele dobrou. Dalí, as câmeras não registram mais. Entretanto, a polícia suspeitou que ele subiu em uma caminhonete que, instantes depois, aparece nas câmeras. Revistaram a casa do dono da caminhonete. Sabe quem era? O dono de uma funerária que havia ido ao hospital retirar corpos. Essa é a espécie da Polícia Federal argentina. Mas, para isso, passaram vários meses até que se esclareceu que a caminhonete não tinha nada a ver nem comigo nem com meu filho.

Rádio Jornal: E qual foi a última vez que o senhor viu o Carlinhos? Onde foi? Como ele estava?

Carlos: Bom, eu estava a 22 quilômetros de Buenos Aires, em um MC Donalds da localidade de San Fernando. Isso está comprovado, inclusive com o posicionamento de satélite do meu telefone. Carlinhos devia ir comigo, mas se recusou, dizendo que queria se despedir dos amigos dele. Por este motivo, eu não estava quando ele saiu.

Rádio Jornal: Então, quando foi a última vez que o senhor o viu? Foi no próprio dia 23 de fevereiro?

Carlos: Naquele dia, ele me acompanhou em algumas compras de manhã e, ao meio-dia, quando pensei que ia vir comigo, disse que não. Então, minha sócia e eu fomos buscar o filho dela em San Fernando no carro dela. De lá, fomos aos MC [Donalds] e ficamos até um cliente chegar. Assim foi o dia. É a terceira vez que me faz a mesma pergunta. Tem alguma dúvida a respeito?

Rádio Jornal: Eu quero que a resposta fique clara, Carlos. Apenas isso.

Carlos: Mas não ficou? Respondi três vezes a mesma coisa.

Rádio Jornal: Então, reconstituindo, a última vez que o senhor viu seu filho foi na manhã do dia 23 de fevereiro, quando o senhor fez compras com ele.

Carlos: Diria que quase ao meio-dia.

Rádio Jornal: Com quem ele ficou, quando disse que não iria com o senhor?

Carlos: Sim, tudo isso está registrado em câmeras de segurança da cidade de Buenos Aires e incorporado ao processo. Disso, não há qualquer dúvida. Carlinhos sempre foi independente. Ia e vinha sozinho do colégio, às vezes de bicicleta, às vezes no ônibus. Pois a cidade de Buenos Aires tem ciclofaixa e é uma forma segura de viajar. Carlinhos ia ver os amigos de ônibus naquela tarde, deste modo, não havia motivos para pensar nada de anormal.

Rádio Jornal: Ele tinha o hábito, então, de ficar sozinho e o senhor não via problemas nisso?

Carlos: Ele sempre foi muito independente. Tinha inclusive uma namorada e ele ia e vinha da casa dela, distante a uns 4 km de onde nós morávamos, mas isso sempre foi assim. Os rapazes da idade dele já viajam sozinhos no ônibus. É normal. A escola estava a 4 km de casa, e ele ia e voltava sozinho de ônibus ou metrô.

Rádio Jornal: O senhor já conseguiu ver o seu filho desde quando ele reapareceu?

Carlos: Não tive nenhum contato com meu filho. Apesar de ter solicitado e requerer informações sobre o estado, situação física, psicológica e emocional dele, não tive resposta alguma da parte das autoridades. Tampouco, retiraram as restrições impostas a minha pessoa e ainda acrescentaram restrições mais estritas, impedindo qualquer tipo de contato até que ele preste depoimento, o que está previsto para o dia de amanhã [segunda-feira, 25], às 11 horas.

Rádio Jornal: O que o senhor vai declarar na audiência de amanhã?

Carlos: O único que vai ser ouvido amanhã é Carlinhos. Será interrogado por uma equipe interdisciplinar que representa, exclusivamente, a mãe. Eu não tenho representante ou especialista de parte designada.

Rádio Jornal: Aqui no Brasil, recebemos a informação de que o senhor havia sido preso em 15 de janeiro de 2020. Quando o senhor foi libertado? Como está o processo atualmente contra o senhor?

Carlos: Nunca fui liberado. Estou cumprindo uma privação ilegal de liberdade, acusado de crime que eu não cometi, que é o de manter escondido meu filho. Fazem 12 meses e 9 dias que me encontro privado de liberdade. Três meses em uma prisão de segurança máxima e 9 meses em prisão domiciliar, bastante controlado. Como posso ter contato com meu filho? A menos que pensem que temos conversas telepáticas, isto não é possível.

Rádio Jornal: Por quais crimes o senhor responde?

Carlos: Os delitos que me acusam são esconder o menor das investigações, impedir o contato dele com a mãe e descumprir ordem judicial, com uma pena máxima de um ano. Não tenho antecedentes criminais e sigo em prisão domiciliar.

Rádio Jornal: Agora que seu filho reapareceu, o senhor vai tentar pedir que a Justiça argentina autorize que o senhor fique com a criança? Se sim, quais serão seus próximos passos para conseguir a guarda do Carlinhos?

Carlos: Agora que Carlinhos se apresentou (quero deixar claro que, através das redes sociais, venho pedindo há muito tempo que ele se apresentasse às autoridades), vou aguardar saber o que ele tem a dizer. E vou pedir que seja respeitada a lei e a decisão do meu filho, que já é um adolescente com direitos e obrigações, que devem ser respeitados por todas as pessoas e, sobretudo, pelos juízes que aplicam a lei.

Rádio Jornal: Naturalmente, o conflito entre os pais afeta muito a vida de uma criança. Se a mãe concordasse, o senhor não gostaria de tentar conseguir uma autorização para uma guarda compartilhada do Carlinhos?

Carlos: Eu quero o melhor para meu filho. Que a vontade soberana dele seja respeitada e que os direitos dele a uma vida plena, justa e livre não tenham nenhuma restrição. Vou concordar com o que ele decidir. Se ele quiser ia ao Brasil, vou concordar com o que ele achar melhor. Se quiser morar na Argentina, os juízes devem respeitar as opiniões dele, desde que sejam bem fundamentadas e razoáveis.

Rádio Jornal: Nós acompanhamos o caso Carlinhos há cinco anos. Desde então, o que vimos foi uma guerra de versões. De um lado, o senhor acusa a mãe do menino de violência contra a criança. Do outro lado, a mãe de Carlinhos diz que o senhor sequestrou o filho dela. No meio dos dois, tem um menino de 13 anos. O senhor não acha que seria adequado que os dois (o senhor e a senhora Cláudia, mãe do Carlinhos) sentassem frente à frente, na presença da Justiça, para resolver finalmente a situação desta criança?

Carlos: A verdade é que os fatos não mostram duas versões, mas a mesma realidade. Eu te convido a ver as denúncias que publiquei no Facebook. Ali, pode-se comprovar que Carlinhos denunciou a mãe dele aos psicólogos do colégio Boa Viagem. Em seguida, na Delegacia da Criança e do Adolescente. Mas todas as investigações foram barradas por Dr. [Pedro] Eurico [secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos] e pelo Desembargador Bueno. Diante de uma Justiça manipulada por interesses pessoais de funcionários de alto escalão, um cidadão comum e estrangeiro tem pouca chance de obter Justiça. A Sra. Cláudia não tem a menor intenção de respeitar o menor, mas sim de ganhar dinheiro com o caso. Se eu dispusesse do dinheiro que ela quer, claro que chegaríamos a um acordo, porque, para mim, a felicidade e segurança do meu filho vem em primeiro lugar. Entretanto, se você analisa o comportamento da sra. Boudoux (e da família dela), comprovará, sem dúvidas, que não orienta nem promove o bem-estar do adolescente, mas, sim, a vantagem que se pode obter de tudo isso. Nestes termos, vejo como muito difícil chegar a um acordo que seja satisfatório para Carlinhos.

Rádio Jornal: O senhor quer acrescentar algo que eu não perguntei?

Carlos: Sim. Que Deus ampare e proteja o Carlinhos.

Resposta


Como Carlos citou a mãe de Carlinhos durante a entrevista, a reportagem da Rádio Jornal procurou a fisioterapeuta Cláudia Boudoux para que ela também pudesse dar a versão dela. Cláudia respondeu à reportagem afirmando que não foi ela quem criou a campanha de arrecadação de fundos para a viagem, mas, sim, amigos e familiares. Leia a resposta na íntegra:

“Eu não acredito que pessoas de bem possam acreditar em um presidiário, não sei se vocês sabem, mas, hoje, ele é um presidiário, inclusive, da Argentina, que no caso ele foi preso justamente por ter escondido, por ter privado o filho de uma vida normal, de ir para a escola, de brincar com os amigos e estar com a família. Essa iniciativa de me ajudar veio dos amigos, inclusive, eu queria aproveitar essa oportunidade que vocês estão me dando e agradecer aos amigos, a minha família, que na verdade o intuito dessa vaquinha que foi colocada na internet foi para me ajudar, visto que eu sou uma mãe, que sustento, que dou o sustento 100% das minhas filhas, que inclusive, irmãs de Carlinhos e filhas da pessoa quem está falando, de Carlos, que eu nunca tive ajuda, nem pensão, nem ajuda de nenhum lado.

O sustento das minhas filhas vem do meu trabalho, dos meus estudos e onde cheguei eu cheguei com muito esforço porque sou uma pessoa de classe média, que trabalho, viajo. Minhas viagens, eu viajo pelo Brasil todo e até para o exterior dando aula, eu sou uma professora, dou aula de cursos na área da estética e esse meu trabalho me dá o direito de viajar e é onde eu consigo arrecadar digamos, um extra, para poder sustentar as minhas filhas.

Essa situação do meu filho hoje, me deu muita alegria, uma alegria imensa, mas, por outro lado, veio um momento onde estou passando, não só eu, como o mundo, por uma situação crítica. Eu passei quatro meses sem trabalho, por conta da pandemia, mais de quatro meses, eu acho que foram quase cinco meses sem trabalhar e, meus amigos e minha família me viram nessa situação e me quiseram ajudar. Graças a Deus, eu tenho amigos, eu tenho muita gente que gosta de mim, que sabe da minha trajetória, que sabe da minha vida e decidiu me ajudar.

Então, graças a Deus, eu tenho essas pessoas e aproveito esse canal para agradecer essas pessoas que quiseram me ajudar. O Governo do Estado me prometeu ajudar e eu espero essa ajuda do Governo do Estado de Pernambuco porque de uma maneira ou de outra, eles também têm responsabilidade da ida de Carlinhos para a Argentina, tem responsabilidade o judiciário daqui, que foi quem entregou nas mãos desse delinquente o meu filho. Foi o judiciário de Pernambuco que entregou o meu filho na noite de Natal e que foi que iniciou toda essa minha tortura, esse meu tormento. É devido a isso que, meu filho ele perdeu cinco anos de sua infância. Então, eu agora, a única coisa que eu quero é estar tranquila com minha família, minhas filhas e meu filho e poder dar a meu filho o que ele precisa e isso eu vou conseguir como eu fiz com minhas duas filhas, com o meu trabalho, com meu o trabalho de fisioterapeuta dermato funcional, onde eu trabalho na minha clínica de estética, onde lá eu tenho propósito de ajudar pessoas dando autoestima, saúde e bem estar.

É isso que queria deixar para vocês, que continuando com o meu trabalho de fisioterapeuta dermatofuncional, continuando com meu trabalho na minha clínica de estética que eu vou conseguir formar os meus três filhos, esse hoje é o meu propósito. E não é com a vaquinha, não, é com meus estudos, meu trabalho e meu esforço. E principalmente com a ajuda da minha família, dos meus amigos e com aquele que sempre esteve com a mão na minha cabeça que é meu Cristo Redentor e o meu Deus”, afirmou Cláudia Boudoux.

A reportagem também procurou o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, que disse que não vai responder às declarações do pai de Carlinhos.

 

 

 

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