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Audiência Pública da Câmara de Vereadores do Recife discute projeto do Parque das Graças

O encontro contou com a participação de Rafael Dubeux, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, e Fernanda Costa, integrante da Associação de Moradores Por Amor às Graças

JC
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Publicado em 22/04/2021 às 21:29
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
As obras tiveram início em março de 2021 - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Durante audiência pública virtual nesta quinta-feira (22), a Câmara de Vereadores do Recife discutiu o projeto do Parque das Graças, que teve suas obras iniciadas no dia 12 de março de 2021 e integra o Parque Capibaribe. Desde que o projeto foi divulgado, o parque vem sendo alvo de comentários dos moradores quanto aos danos que podem ser causados ao meio ambiente. 

Entre os participantes do encontro, estavam o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Rafael Dubeux, a integrante da Associação de Moradores Por Amor às Graças e advogada Fernanda Costa, o gerente de geoprocessamento, ações e estratégias climáticas Marcos Araújo, e os vereadores Alcides Cardoso (DEM), Zé Neto (PROS), Cida Pedrosa (PCdoB), Liana Cirne (PT), Marco Aurélio Filho (PRTB), Rinaldo Júnior (PSB) e Ivan Moraes (PSOL).

Durante a reunião, Marcos Araújo pontuou que, em 2017, o Projeto Capibaribe recebeu a Licença de Instalação após ser revisto cinco vezes, e que, para compensar as 99 árvores erradicadas, outras 551 serão plantadas, sendo 200 delas no Parque das Graças. Além disso, foi comentado sobre a supressão da área de mangue, que será de um hectare. "Em 2016 a licença prévia foi aprovada, e em 2017, depois de cinco revisões saiu a licença de instalação e aprovação de supressão através do Conselho de Desenvolvimento Urbano. Em 2019 os estudos técnicos, que trazem as medidas mitigadoras, já em 2020 saíram as medidas compensatórias", disse. 

"Nós vamos fazer de uma forma que a gente consegue manter, não vai o fragmento todo, mas algumas partes do fragmento que aí a gente consegue garantir a conectividade, a resiliência. Isso por um período, porque depois da execução da obra vai ter essa regeneração do mangue que a gente prevê", continuou. 

O projeto 

O novo espaço deverá ser construído seguindo o conceito de parque linear e contará com playground, área para ginástica, tirolesa, três áreas de convivência, parcão, espaços para piquenique, mirantes e área de refúgio da fauna. O projeto do local, que fará parte do Parque Capibaribe, foi desenvolvido pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB), que será responsável pela execução das obras.

A estrutura do novo parque começará na altura da Rua Amélia e contará com uma solução viária que viabiliza a travessia de pedestres na descida da Ponte da Torre. Ele seguirá com 1 km de Parque Linear até a Ponte da Capunga. O projeto também prevê a implantação de vias de baixa velocidade, que deverão ser compartilhadas entre pedestres, ciclistas e veículos motorizados. De acordo com a prefeitura, as vias serão elevadas ao nível das calçadas, com amplos passeios contínuos e acessíveis, áreas de convivência e plantio de mais de 200 novas árvores.

O equipamento também contará com um playground de 397m², subdividido em duas áreas, uma destinada para a primeira infância, de 205 m², e outra para os maiores de seis anos, com 192m². O local ainda terá uma área para ginástica, espaço de terra batida com tirolesa e três áreas de convivência, sendo duas próximas à Ponte da Torre, com 120m² e 431m², e uma localizada entre a Rua das Pernambucanas e a Ponte da Capunga, com 444m². Um parcão deverá ser instalado nas proximidades da rua Osvaldo Salsa, contando com cinco espaços para piquenique e dois mirantes, um perto da Rua Sebastião Leme e outro próximo à Ponte da Capunga, além de uma área de refúgio da fauna.

A área do parque contará com um total de 1.011m de rotas cicláveis. A prefeitura também construirá duas passarelas paralelas à margem do rio, com o objetivo de viabilizar a continuidade do passeio em trechos onde não havia largura suficiente para passagem. A primeira passarela ficará entre as ruas Aníbal Falcão e Manoel de Almeida e a segunda entre a Rua Dr. Osvaldo Salsa e a Rua das Pernambucanas. A obra também prevê melhorias em uma área total de 750m em vias de acesso ao novo parque, sendo 200m da Rua Dom Sebastião Leme e mais 550m da Rua das Pernambucanas, o que resulta numa área total de 25.636m² de intervenção.

O Parque Capibaribe

O sistema de parques integrados no Recife deverá se estender por 30 km do percurso do Rio Capibaribe. Ele prevê a renaturalização das margens do rio e a implantação de um sistema de mobilidade com passeios e ciclovias. O projeto também deverá revelar paisagens locais com áreas de estar, passarelas e píeres para pequenas embarcações, beneficiando mais de 500 mil pessoas e 44 bairros. Até agora, foram implantados o Jardim do Baobá, nas Graças, e a Praça Otávio de Freitas, no Derby. O Parque Capibaribe deverá se estender da BR 101 até o centro do Recife. O projeto está ligado à Secretaria de Desenvolvimento de Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI), é coordenado pelo Gabinete de Projetos Especiais (Gabpe) e foi desenvolvido pelo INCITI, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

 

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