CRIME

Criança de 3 anos é encontrada morta após ter sido torturada no Alto do Moura, em Caruaru

A hipótese é que a menina vinha sendo violentada há bastante tempo, já que alguns dos sinais de agressão identificados em seu corpo já estavam em estado de cicatrização, outras lesões, porém, eram recentes

JC
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Publicado em 06/09/2021 às 8:53
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Josival Ricardo/TV Jornal Interior
O crime aconteceu no Alto do Moura, em Caruaru, Agreste de Pernambuco - FOTO: Josival Ricardo/TV Jornal Interior
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Com informações da TV Jornal Interior

Um crime com requintes de crueldade chocou moradores do Alto do Moura, em Caruaru, Agreste de Pernambuco. Uma criança de três anos foi encontrada morta nesta segunda-feira (6). A informação inicial era de que ela tinha se engasgado, mas quando a perícia chegou ao local, constatou sinais de agressão, indicando que a menina foi a óbito após ter sido submetida a uma série de torturas. A mãe dela e a companheira foram presas.

Os vizinhos relataram chegaram a ouvir o choro da criança, mas o barulho foi abafado pelo volume do som da música que vinha do imóvel. 

Algumas horas depois, a companheira da mãe da criança mandou uma mensagem para o celular da avó da vítima dizendo que menina estava morta, e que o motivo seria um engasgamento. A polícia foi chamada e peritos do Instituto de Criminalística viram que a criança tinha várias lesões e queimaduras pelo corpo, e que, provavelmente, sofria violência há um bom tempo.

Segundo parentes, o casal costumava fazer festas e usar drogas. O pai da menina está preso, e em menos de uma semana ela passaria aos cuidados da avó materna.

De acordo com a polícia, a menina foi agredida por aproximadamente cinco horas.

O perito criminal Ricardo Souza disse que os levantamentos criminalísticos feitos no local apontam que a menina teria sofrido violência doméstica. "A hipótese é que a criança sofria violência, por conta dos perfis de sangue localizados no quarto no qual a vítima se encontrava e principalmente diante das características das lesões espalhadas por todo o corpo da vítima, em especial a região dos lábios", contou.

Ainda segundo ele, foram identificados sinais de esganadura e queimadura. "Identificamos um possível sinal de esganadura, e também é de chamar atenção que na região das nádegas da criança foi observada uma característica de lesão causada por uma possível queimadura, embora essa lesão vá ser melhor descrita por laudo emitido pelo IML", explicou. 

Menos de vinte e quatro após o crime, a mãe da criança e a companheira dela foram presas na cidade de Sumé, na Paraíba, a 150 quilômetros de Caruaru. Segundo a polícia, as duas têm passagens por outros crimes e são as principais suspeitas do assassinato.

A hipótese é de que a menina vinha sofrendo violência há bastante tempo, já que alguns dos sinais de agressão identificados em seu corpo já estavam em estado de cicatrização. Outras lesões, porém, eram recentes. "A criança estava bastante arranhada, seus cabelos foram boa parte arrancados de forma violenta, a cabeça da criança pode ter sido arremessada contra a parede também", completou o perito. 


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