PROTESTO

''Não admitimos tratamento diferente de outras policias'', diz presidente do sindicato de policiais penais em protesto no Recife

Categoria realizou protesto cobrando da gestão estadual cumprimento do acordo coletivo e negociação para reajuste salarial

Cássio Oliveira Julianna Valença
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Cássio Oliveira
Julianna Valença
Publicado em 22/11/2021 às 20:36 | Atualizado em 22/11/2021 às 20:38
GUGA MATOS/JC IMAGEM
Protesto de policiais penais no Recife - FOTO: GUGA MATOS/JC IMAGEM
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Com informações de Priscilla Cavalcanti, da TV Jornal

No final da tarde desta segunda-feira (22), Policiais Penais de Pernambuco realizaram passeata na Avenida Conde da Boa Vista, área central da cidade, com destino ao Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado, no bairro de Santo Antônio.

A manifestação cobrou da gestão estadual o cumprimento do acordo coletivo e negociação para reajuste salarial. Além disso, os policiais querem novos enquadramentos do tempo de serviço, estruturação da carreira e criação do “Departamento de Polícia Penal”.

No início da noite, houve reunião com representantes do Governo de Pernambuco. Em entrevista à TV Jornal, o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Pernambuco, João Batista de Carvalho, explicou o que ficou decidido no encontro.

"As pautas foram com relação ao cumprimento do acordo, que, desde 2020, o governo vem protelando emenda específica, com relação ao enquadramento do tempo de serviço, alteração no plano de cargos e carreiras e um reajuste de segurança pública. Não admitimos ser tratados de forma diferente de outras policias, temos de ter pauta de reajuste de forma igualitária. A PM prende, a Polícia Civil faz o inquérito e nós tomamos conta do infrator por anos, além da disciplina e ressocialização. O trabalho da segurança é conjunto e deve ser continuado", disse.

João destacou que está cobrando algo plausível. "O Estado entrou no limite de 39,09% de despesa pessoal e o acordo é que no momento perene que entrasse no limite iria negociar", ressaltou.

Após a reunião, a comitiva do governo estadual prometeu que marcará uma data em dezembro, mas não disse ainda qual. Os policiais querem essa data até a próxima sexta-feira. De acordo com o Sindicato, caso o Estado não atenda a categoria, haverá a “marcação de uma assembleia geral para deliberar por operação padrão ou até paralisação dos serviços dos policiais penais no sistema penitenciário.”

Manifestação

A mobilização teve início às 15h30, na Praça do Derby, na região central da capital pernambucana. Por volta das 17h, a categoria seguia em direção ao Palácio.

Segundo o sindicato, o acordo coletivo foi assinado pela gestão, mas não houve cumprimento até o presente momento. “Os policiais penais, mesmo com baixo efetivo e poucas condições de trabalho, vêm competentemente aumentando as apreensões de ilícitos e controlando preventivamente rebeliões no sistema penitenciário. Desde o ano de 2016, não ocorreram novas rebeliões e motins”, disse o sindicato, em nota.

Ainda de acordo com a categoria, os últimos quatro anos representaram perdas salariais devido ao congelamento de salários. “Solicitamos a reabertura de negociação, que a Diretoria do Sindicato seja recebida pelas autoridades do Governo no Palácio”, declarou o sindicato.

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