INVESTIGAÇÃO HÁ SEIS ANOS

Mãe de Beatriz diz que processo de federalização continua: ''No inquérito, ninguém vai passar despercebido''

Lucinha Mota teve encontro nesta quarta-feira (12) com o secretário de Defesa Social e o chefe da Polícia Civil e, embora considere "incontestável'' exame de DNA ainda vê respostas insuficientes

Lucas Moraes
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Lucas Moraes
Publicado em 12/01/2022 às 13:20 | Atualizado em 12/01/2022 às 13:36
GABRIEL FERREIRA/JC IMAGEM
INSATISFEITOS Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais de Beatriz, querem mais provas da autoria do crime - FOTO: GABRIEL FERREIRA/JC IMAGEM
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Mesmo com as alegações apresentadas pela Secretaria de Defesa Social (SDS) em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (12), a mãe de Beatriz Mota, morta a facadas há seis anos, em Petrolina, diz que ainda é preciso mais evidências, embora acredite na "prova incontestável" que é o exame de DNA. De acordo com Lucinha, na conversa que teve com o secretário, não foi esclarecido a ela a motivação do crime, descrita na coletiva de imprensa como a forma encontrada pelo suposto criminoso para silenciar Beatriz após ela ter se assustado com o "contato" do suspeito. 

"Coisas que precisariam ser ditas aqui não foram. A polícia chegou naquele telefone? Quem ligou para ele? Alguém deu um 'toque' avisando que poderia entrar. É visível, a gente recebeu o vídeo com corte, mas ele chega, esconde a faca, recebe uma ligação ou mensagem, coloca o telefone próximo à orelha, como se estivesse recebendo uma ligação, vai num canteiro, pega a faca, bota perto do pé e parte em direção ao colégio. Pelo amor de Deus, não precisa ser nenhum expert para entender que ali alguém avisou a ele", reclama a mãe. 

 

De acordo com Lucinha, após ter a entrada barrada no prédio da Secretaria de Defesa Social, o secretário de Defesa Social a recebeu. Embora acompanhe as investigações da Polícia Civil de Pernambuco, ela deixa claro que a o processo para federalização das investigações continuam. " Eu acho prematuro ainda ter vazado (a identificação) apenas com o laudo e DNA. Eu não tenho, a imprensa tem. Isso é grave, precisa ser apurado. No inquérito de Beatriz ninguém vai passar despercebido. vamos denunciar tudo e todos, e se a Polícia Civil não apurar, nosso processo de federalização continua", garantiu a mãe.

Ela continua. "Eles apresentaram o resultado do DNA, que é incontestável, e  as características físicas, que batem. Mas isso só não é suficiente. Isso é uma fé de mãe, da família, que está em busca de justiça. Então a gente se apega a qualquer detalhe. Ontem eu estava de malas prontas para ir a uma cidade da Bahia acompanhar de perto a investigação de uma denúncia, então a gente vai com muita fé, acreditando que o suspeito é o assassino de Beatriz, estamos aqui com muita fé acreditando que ele (o suspeito apresentado) é o assassino de Beatriz. Estamos aqui com muita fé, acreditando que é o assassino de Beatriz, mas ainda é pouco". 

Nessa terça-feira (11), o blog de Jamildo revelou em primeira mão que a Polícia Civil de Pernambuco finalmente conseguiu chegar ao suspeito do crime contra a menina Beatriz, assassinada aos 7 anos na escola particular em que estudava, na cidade de Petrolina, Sertão do Estado, no dia 10 de dezembro de 2015.

Hoje, a SDS, em coletiva de imprensa, explicou que Beatriz foi escolhida de forma aleatória dentro da escola onde foi morta. O suspeito, segundo a investigação, entrou e saiu sozinho do local, com a faca que já lhe pertencia, e diferente do que vinha sendo divulgado nos últimos anos e nunca foi contestado pelas autoridades policiais, a vítima não sofreu 42 facadas, e sim 10 facadas, numa tentativa do autor do crime silenciá-la após o susto e desespero da criança, não detalhados, ao se deparar com o autor do crime. 

"Deixei bem claro que existe essa necessidade de buscar mais elementos. Se eu disser que eu não estou querendo que seja ele (o suspeito apresentado) estou mentindo. Eu quero, mas não basta eu querer ou a secretaria querer. Precisam ser verificados mais elementos", detalha. 

 

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