EDUCAÇÃO

Escolas: máscaras continuam obrigatórias nas salas de aula em Pernambuco; em áreas abertas, uso é flexibilizado

Mesmo assim, Secretaria de Saúde recomenda uso em todos os ambientes escolares. Passaporte vacinal seguirá sem ser solicitado

Katarina Moraes
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Katarina Moraes
Publicado em 29/03/2022 às 12:29 | Atualizado em 29/03/2022 às 20:29
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Alunos da Escola em tempo integral Creusa Dornelas - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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O uso de máscaras continuará a ser exigido nas salas de aula e em outros ambientes fechados nas escolas de Pernambuco, mas foi flexibilizado nas áreas abertas. A medida segue as normas do novo Plano de Convivência Contra a Covid-19, detalhado nesta terça-feira (29) pelo governo do estado em coletiva de imprensa.

A diferenciação entre espaços abertos e fechados se dá pela circulação restrita de ar, como locais com ar-condicionado, e pela presença de um teto. Ou seja, ainda que o pátio ou a quadra sejam ao ar livre, se possuírem uma cobertura são tidos como área fechada, tornando o uso do acessório obrigatório.

Mesmo com a permissão em ambientes abertos, o secretário de Saúde do Estado, André Longo, recomenda que as máscaras sejam usadas em todos os espaços escolares.

"Minha recomendação é de uso da máscara. A escola é o principal ambiente de educação sanitária, então tem que haver esse estímulo para crianças e adolescentes. Especialmente porque ainda não temos uma cobertura vacinal segura para eles", explicou o secretário.

Nessa segunda (28), a coluna Saúde e Bem-estar, deste JC, pontuou as ainda baixas taxas de vacinação das crianças. Entre 5 e 11 anos, menos da metade (47,8%) recebeu uma dose, e apenas 8,2% completaram o esquema vacinal contra covid-19, até o momento, em Pernambuco. 

Mesmo assim, a apresentação do passaporte vacinal seguirá sem ser solicitada nas unidades educacionais. Isto porque as secretarias de Saúde e Educação consideraram que pedi-lo seria "uma penalidade adicional impedir que os alunos voltassem às escolas", segundo Longo.

"Achamos que primeiro deve haver a educação sanitária nas escolas, e, se nos primeiros meses isso não surtir efeitos, existem os instrumentos legais e órgãos, o Ministério Público e os conselhos tutelares, que devem entrar em ação para ver por que essas crianças ainda não estão vacinadas."

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