Ironia

Bolsonaro "vende" remédio contra coronavírus e fala que povo foi enganado sobre vírus

"O brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada", disse Bolsonaro

Douglas Hacknen
Douglas Hacknen
Publicado em 26/03/2020 às 18:47
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Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O presidente da República, Jair Bolsonaro conversa com a imprensa no Palácio da Alvorada - FOTO: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Em entrevista na frente do Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República, Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou com os jornalistas que estavam no local. O presidente tentou “vender” um suposto remédio contra o coronavírus. O remédio em questão era a cloroquina, que está sendo testado em pacientes com a covid-19.

"Ouvi dizer que está custando um pau (R$ 1 mil) cada um. Alguém vai comprar ai? Tô fazendo negócio! Se alguém precisar a gente conversa", ironizou Bolsonaro com duas caixas do medicamento na mão.

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Bolsonaro afirmou que a nova onda que deve chegar ao Brasil é o desemprego. "O desemprego está aí. O povo foi enganado. O vírus virá, ninguém discute isso, infelizmente temos que enfrentar. Vamos salvar vidas preparando hospitais. Mas o pânico, a pessoa na sai na rua. A primeira vítima são os que não têm reserva, poupança. Essa pessoa já está passando fome, por causa da histeria, que foi levada por chefe dos executivos", disse o presidente. Bolsonaro também destacou que “o pânico é uma doença”.

 

Após falar que quem tem menos de 40 anos não deveria se preocupar, pois, segundo ele, "raramente vai ter um problema agravado", Bolsonaro foi interrompido por um jornalista afirmando que tiveram pessoas com menos de 40 anos que morreram. O chefe do executivo indagou o percentual e respondeu que “se você não sabe os números, não faça perguntas pra mim”.

"Até porque o brasileiro tem que ser estudado. Ele não pega nada. Você vê o cara pulando em esgoto ali, sai, mergulha, tá certo? E não acontece nada com ele. Eu acho até que muita gente já foi infectada no Brasil, há poucas semanas ou meses, e ele já tem anticorpos que ajuda a não proliferar isso daí", afirmou o presidente.

Bolsonaro voltou a criticar a quarentena, se negou a mostrar o resultado de seu exame para o covid-19 e questionou ao jornalista “se ele dormia com ele para estar tão preocupado com o assunto”. “Eu tô bem, cara. Tô tranquilo. Nunca tive problema, não”, completou.

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