Pandemia

Coronavírus: ministro de Relações Exteriores alerta sobre "plano comunista" e questiona OMS

Ernesto Araújo acredita que pandemia será usada para implementação de uma ideologia

Gabriela Carvalho
Gabriela Carvalho
Publicado em 22/04/2020 às 10:10
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AFP
Chanceler usou redes sociais para alertar sobre ameaça ideológica durante a pandemia - FOTO: AFP
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O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo publicou na madrugada desta quarta-feira (22), um texto de alerta contra um "plano comunista" que, segundo ele, vai se aproveitar do momento de pandemia do coronavírus para implementar sua ideologia por meio do fortalecimento de entidades internacionais, como a OMS.

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Na publicação no Twitter, Ernesto alerta que, além do coronavírus, é necessário combater o "comunavírus".

A publicação feita pelo chanceler traz um link para seu blog pessoal. O ministro analisou o livro "Virus" de Slavoj Zizek, escritor que defende que o comunismo teria o projeto de usar a pandemia para instaurar a ideologia.

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"Zizek revela aquilo que os marxistas há trinta anos escondem: o globalismo substitui o socialismo como estágio preparatório ao comunismo. A pandemia do coronavírus representa, para ele, uma imensa oportunidade de construir uma ordem mundial sem nações e sem liberdade", argumentou o ministro.

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Para o ministro, a esquerda tem "sequestrado" o conceito de solidariedade para implementar seu projeto.

"Solidariedade" é mais um conceito nobre e digno que a esquerda pretende sequestrar e perverter, corromper por dentro, para servir aos seus propósitos liberticidas. Já fizeram ou tentaram fazer o mesmo com os conceitos de justiça, tolerância, direitos humanos, com o próprio conceito de liberdade", escreveu.

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Em outro trecho, o ataque do ministro brasileiro se refere ao plano relativo à coordenação da OMS.

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"Transferir poderes nacionais à OMS, sob o pretexto (jamais comprovado!) de que um organismo internacional centralizado é mais eficiente para lidar com os problemas do que os países agindo individualmente, é apenas o primeiro passo na construção da solidariedade comunista planetária", defendeu Ernesto.

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