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Bolsonaro ironiza fechamento das academias, 'saúde não é vida?'

Aglomerados, apoiadores do presidente reivindicavam fechamento do comércio

Alice Albuquerque
Alice Albuquerque
Publicado em 08/05/2020 às 15:19
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EVARISTO SA/AFP
Declaração do presidente foi dada em resposta a uma apoiadora, nesta terça-feira (19), em frente ao Palácio da Alvorada - FOTO: EVARISTO SA/AFP
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Na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (8), o presidente da República ridicularizou o fechamento do comércio e falou sobre as academias de ginástica. De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgado na última quinta-feira (7), o Brasil registrava mais de 135 mil infectados e mais de nove mil óbitos por coronavírus

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Questionado sobre o fechamento dos estabelecimentos, o chefe de Estado hostilizou a imprensa mais uma vez e disse que "a imprensa iria gostar" da resposta. "Saúde não é vida? Por que as academias estão fechadas?".

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Em seguida, um apoiador que estava presente completou "eu vejo as academias de musculação como um lugar onde previne doenças, melhor do que você pagar um plano de saúde, é fazer atividade física", e o presidente concordou.

 

Nesta semana, o editorial de uma das revistas médicas mais prestigiadas no mundo, a "Lancet", foi sobre a relação do Brasil com o coronavírus. A revista afirmou que Bolsonaro é a maior ameaça no Brasil quanto o combate ao coronavírus. Na publicação, ela repercute o "E daí? O que quer que eu faça?" dito pelo presidente no mês passado.

» 'E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’, diz Bolsonaro sobre aumento de mortes por coronavírus

No dia 28 de abril, quando o Brasil superou a China no total de mortes por coronavírus, o chefe de Estado disse que lamentava a quantidade de mortos, mas não fazia milagre. "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre", respondeu, quando questionado sobre a quantidade de mortes no País. Apoiadores que estavam no local riram da resposta do presidente.

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