DISCURSO

Bolsonaro afirma que seu governo "vende facilidade" para o agronegócio

Durante discurso, o presidente da República também lembrou que não foi feita demarcação alguma de terra indígena em seu governo

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Publicado em 16/10/2020 às 17:08
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CAROLINA ANTUNES/PR
Bolsonaro também fez críticas ao presidente da França, mesmo sem citá-lo nominalmente. - FOTO: CAROLINA ANTUNES/PR
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Participando da inauguração de uma Planta de Biogás da Empresa Raizen, na cidade de Guariba, interior de São Paulo, nesta sexta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o seu governo não atrapalha a vida do agronegócio, "pelo contrário, ajuda e muito", não criando dificuldade "para vender facilidade", segundo a CNN.

"Quando falam que sou bem quisto pelo pessoal do agronegócio... nosso ministério, como o do Ricardo Salles, do Meio Ambiente, não atrapalha a vida de vocês. Pelo contrário, ajuda e muito", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que, no seu governo, autarquias federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mudaram o tratamento com as empresas.

"Relembrem há algum tempo como o Ibama e o ICMBio tratavam vocês e como esse tratamento hoje em dia é dispensado. Nós não criamos dificuldades para vender facilidade", declarou.

O discurso de Jair Bolsonaro teve espaço também para criticar o presidente da França, Emmanuel Macron, ainda que sem citá-lo nominalmente, dizendo que Macron está na vanguarda das críticas ao Brasil.

"Quando passei em Osaka [no Japão, onde aconteceu a cúpula do G-20, em 2019], tive encontro com um presidente de um grande país da Europa que quase sempre está na vanguarda para nos criticar. Ele queria que ampliássemos de 12% para 20% a quantidade de terra indígena demarcada no país”, afirmou o presidente brasileiro, disse. Bolsonaro acrescentou que, em seu governo, não foi feita demarcação alguma.

“Eu disse aquele chefe de estado, naquele momento, que o Brasil tinha mudado. Acabou o tempo que um chefe de estado ia pra fora e voltava para cá com pacote de maldades em que quem pagava a conta, geralmente, era o homem do campo", completou.

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