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''Sem voto impresso em 2022, vamos ter problema pior que dos EUA'', diz Bolsonaro

Apoiadores de Trump não aceitaram o resultado da eleição americana e vandalizaram o capitólio

Agência Estado
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Publicado em 07/01/2021 às 11:49 | Atualizado em 07/01/2021 às 12:13
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Bolsonaro manifestou apoio a Trump durante a eleição americana - FOTO: ALAN SANTOS/PR
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Após extremistas invadirem a sede do Legislativo americano para interromper a confirmação da eleição nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro voltou a levantar dúvida sobre a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e a pressionar pela instituição do voto impresso. Sem citar diretamente o ataque ao Capitólio por uma multidão pró-Donald Trump nesta quarta-feira, 6, Bolsonaro afirmou que o modelo eletrônico pode levar o Brasil a ter um problema pior que os EUA. "Se nós não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos", disse o presidente.

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Também sem apresentar nenhuma prova, Bolsonaro repetiu que houve fraude nas eleições americanas. "O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente qual foi o problema, causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto. Então lá, o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí", disse Bolsonaro. "E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa. A fraude existe."

Confira imagens da invasão ao Capitólio

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CENAS Manifestantes pró-Trump invadiram o Congresso para impedir a certificação da vitória de Biden. Muitos entraram em confronto com a polícia. Dentro do Capitólio, alguns foram rendidos. Baleada, uma mulher morreu. - AFP
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A Guarda Nacional foi acionada para o Capitólio - SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
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Local foi invadido por manifestantes pró Donald Trump, que não aceitam a derrota nas urnas - AFP
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Os protestos foram realizados nesta quarta-feira (6) - AFP FOTOS
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Apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, em frente ao Capitólio dos EUA em 6 de janeiro de 2021, em Washington, DC. Os manifestantes violaram a segurança e entraram no Capitólio enquanto o Congresso debatia a Certificação de Voto Eleitoral da eleição presidencial de 2020. - ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
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Policiais em equipamento anti-motim caminha em direção ao Capitólio dos EUA enquanto os manifestantes entram no prédio em 6 de janeiro de 2021 em Washington, DC. Os apoiadores de Trump se reuniram na capital do país hoje para protestar contra a ratificação da vitória do Colégio Eleitoral do presidente eleito Joe Biden sobre o presidente Trump nas eleições de 2020. - TASOS KATOPODIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
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Congresso realiza sessão conjunta para ratificar a eleição presidencial de 2020 - AFP FOTOS
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Apoiadores de Donald Trump se reúnem em torno do edifício do Capitólio do estado de Michigan para protestar contra a certificação de Joe Biden como o próximo presidente dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021 em Lansing, Michigan. Os apoiadores de Trump se reuniram nas capitais de todo o país para protestar contra a ratificação de hoje da vitória do Colégio Eleitoral do presidente eleito Joe Biden sobre o presidente Trump na eleição de 2020. - Matthew Hatcher / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Membros do Congresso concorrem para se esconder enquanto os manifestantes tentam entrar na Câmara da Câmara durante uma sessão conjunta do Congresso em 6 de janeiro de 2021 em Washington, DC. O Congresso realizou uma sessão conjunta hoje para ratificar a vitória do Colégio Eleitoral 306-232 do presidente eleito Joe Biden sobre o presidente Donald Trump. Um grupo de senadores republicanos disse que rejeitaria os votos do Colégio Eleitoral de vários estados, a menos que o Congresso designasse uma comissão para auditar os resultados das eleições. - Drew Angerer / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
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Apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entram na Rotunda do Capitólio dos Estados Unidos - Saul LOEB / AFP

As declarações foram feitas em uma conversa com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, na manhã desta quinta-feira, 7. Nos Estados Unidos, a invasão ocorreu após um discurso do atual presidente, Donald Trump, no qual ele prometeu que jamais admitirá a derrota eleitoral. Apesar do ataque, o Congresso confirmou a vitória do democrata Joe Biden.

'Canalhas'

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro fez referência à falta de apresentação de provas sobre a acusação de fraude nas eleições americanas. O chefe do Planalto declarou que não responderia mais aos profissionais da imprensa, a quem chamou de "canalhas". Mais uma vez, ele colocou dúvidas sobre sua própria eleição em 2018. A tese, no entanto, foi rebatida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que garantiu a segurança da urna eletrônica.

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