COVID-19

Marília Arraes critica falta de detalhamento do Plano Vacina Recife apresentado pela Prefeitura

Segundo a deputada federal e ex-candidata a prefeita do Recife, existe uma "grande confusão" com relação aos números divulgados pela gestão de João Campos (PSB) sobre o quantitativo de doses para os grupos que serão contemplados nas fases estipuladas pelo governo federal

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 18/01/2021 às 18:32
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Marília Arraes também cobra posicionamento sobre pedido de informação a respeito da suposta falta medicamentos no Hospital do Recife I - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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O Plano de Vacinação contra a Covid-19, divulgado nesta segunda-feira (18), pela Prefeitura do Recife, foi criticado pela deputada federal Marília Arraes (PT). De acordo com a parlamentar, não há “maiores detalhamentos” no que diz respeito sobre todos os grupos que vão receber as doses do imunizante. No dia 12 de dezembro, Marília também deu entrada a um pedido de informação sobre suposta falta de medicamentos essenciais para a manutenção do tratamento de pacientes internados com covid-19 no Hospital Provisório Recife I.

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De acordo com Marília Arraes, ex-candidata a prefeita do Recife, existe “uma grande confusão” com relação aos números divulgados pela gestão de João Campos (PSB). O Recife, receberá inicialmente do Ministério da Saúde, 67 mil doses da vacina Coronavac, produzidas pelo Instituto Butantan - desse total está prevista a aplicação das duas doses em 33,5 mil pessoas. 

Na planilha apresentada pelos representantes da Prefeitura do Recife, a primeira fase da vacinação contemplaria pessoas nas faixas etárias de 80 anos acima, de 75 a 79 anos, trabalhadores da saúde, idosos acima de 60 anos e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência de Idosos e pessoas com deficiência, com mais de 18 anos, que residam em residências inclusivas coletivas.

No entanto, segundo Marília, o detalhamento da aplicação fica restrito a um quadro apresentado em um segundo momento, que aponta apenas os números de profissionais de saúde (32,5 mil) e outras mil pessoas que seriam (idosos com mais de 60 anos residentes em instituições coletivas, trabalhadores destas unidades e pessoas com mais de 18 anos, com deficiência, residente em instituições coletivas). Diante destas informações, ela questiona que não há detalhamento sobre o quantitativo de doses nos demais grupos de idosos, nesta primeira fase, assim como a sequência dos outros grupos a serem atendidos nas fases 2, 3 e 4.

A Prefeitura do Recife confirma que as informações sobre o quantitativo relacionado às demais fases, serão detalhadas conforme o envio das doses pelo Ministério da Saúde, mas que já conta com uma estrutura disponível para a vacinação de toda a população prevista para a primeira fase, estimada em 165 mil pessoas. Tanto nos insumos, como as seringas, como na capacidade de armazenamento e refrigeração.

MEDICAMENTOS

A deputada federal Marília Arraes afirma que recebeu denúncias de pessoas que procuraram seu gabinete para relatar que a unidade identificada como Hospital do Recife I estaria operando sem medicamentos bloqueadores neuromusculares, essenciais para procedimentos de entubação de pacientes graves.

"Esse tipo de medicação é essencial para uma série de procedimentos, inclusive de entubação de pacientes com necessidade de ventilação mecânica. De acordo com diversos depoimentos de profissionais de saúde coletados na imprensa local e nacional, a falta bloqueadores neuromusculares pode colocar em risco o sucesso do tratamento de pacientes graves, inclusive com risco de morte”, declarou a parlamentar.

“ É fundamental que a Secretaria de Saúde explique o que realmente está acontecendo. As pessoas que nos procuraram estão desesperadas e vieram pedir ajuda porque não conseguiram informações ou soluções do poder público municipal. Acabamos de testemunhar o que aconteceu em Manaus, onde muitas pessoas morreram por falta de um insumo básico, o oxigênio. É preciso ter transparência máxima e respeito com a população!”, destacou Marília Arraes.

Apesar de o pedido de informação estar dentro do prazo correspondente para o envio de uma resposta oficial,  a deputada federal afirmou que até o momento não recebeu retorno da pasta sobre essas denúncias.

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