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Mandetta está na mira do governo e oposição para início da CPI da covid

Por ser um ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e possível adversário do chefe do Executivo nas eleições de 2022, a estratégia de incluir Mandetta ganha força na visão dos governistas

JC Estadão Conteúdo
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Estadão Conteúdo
Publicado em 14/04/2021 às 16:04
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MARCOS CORRÊA/PR
Luiz Henrique Mandetta é ex-ministro da Saúde - FOTO: MARCOS CORRÊA/PR
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O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) está na mira de senadores da oposição e da base aliada do governo para iniciar a lista de convocações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid,  na qual a sua criação foi confirmada nesta terça-feira (13) pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A informação é do SBT News.

Por ser um ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e possível adversário do chefe do Executivo nas eleições de 2022, a estratégia de incluir Mandetta ganha força na visão dos governistas. Além disso,  o Palácio do Planalto ainda ganharia tempo para tentar evitar que o colegiado avançasse na investigação contra Eduardo Pazuello, que deixou o comando do Ministério da Saúde em março.

Em conversa com apoiadores nesta quarta-feira (14), Bolsonaro afirmou que a CPI irá servir de "palanque político". O presidente também aproveitou a ocasião para criticar a política de isolamento defendida por Mandetta, ainda em 2020, que tinha como objetivo achatar a curva no número de infectados pela covid-19.

"Estamos há um ano achatando essa curva. Mandamos recursos, foram aproximadamente R$ 700 bilhões de reais. (...) Aí querem me investigar? Cria-se um ambiente de animosidade, é uma interferência sim desse ministro pra me atingir", declarou.

CPI da Covid

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), autorizou a criação da comissão para investigar a conduta do governo federal na pandemia do novo coronavírus e dos repasses financeiros a Estados e municípios. Pacheco não decidiu formalmente se a CPI poderá funcionar remota ou presencialmente nem estipulou oficialmente um prazo para indicação dos membros, apesar de ter pedido informalmente para que as escolhas sejam feitas em até 10 dias.

Pacheco deve deixar o impasse sobre o funcionamento remoto ou presencial com os integrantes da comissão, aguardando a decisão do STF. Conforme o Estadão/Broadcast antecipou, o plenário do tribunal pode condicionar as reuniões da CPI ao retorno presencial do Congresso, sem data para ocorrer.

A CPI será formada por 11 titulares e sete suplentes. Apenas o bloco formado por DEM-PL-PSC, alinhado ao governo, ainda não escolheu os membros. As demais bancadas definiram os nomes internamente, mas ainda podem mudar as escolhas até encaminhar de fato as indicações para a Mesa Diretora. Além disso, os integrantes também podem ser substituídos ao longo do funcionamento da comissão.


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