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''Não há posição de temer Renan Calheiros'', diz líder do Governo Bolsonaro sobre CPI da Covid

Após críticas a Renan Calheiros, Fernando bezerra pediu separação de ações do governo e ações de ''grupos ideológicos''

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 19/04/2021 às 13:15
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WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO
O pernambucano Fernando Bezerra Coelho é líder do Governo Bolsonaro no Senado - FOTO: WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO
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Parlamentares bolsonaristas foram às redes sociais criticar a escolha do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI da Covid. A indicação ainda será formalizada na primeira sessão da CPI, prevista para ocorrer na quinta-feira, 22. Todavia, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse não haver motivo "para se temer" Renan Calheiros. "Renan tem passagem rica no Congresso, é parlamentar experiente e confiamos que a CPI não servirá a palanque político, será ação efetiva para aprimorar o enfrentamento à pandemia", comentou Fernando, em entrevista à Rádio Jornal, nesta segunda-feira (19).

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Fernando debateu a CPI da Covid com o senador Humberto Costa (PT-PE); confira o debate:

No Twitter, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) pediu a seus seguidores que cobrassem os integrantes da CPI com a hashtag #RenanSuspeito. “Quer ajudar o país? Hoje é o dia explodir a tag #RenanSuspeito. Comente nas postagens dos senadores da CPI”, diz a publicação de Zambelli. Renan é crítico da condução do governo Bolsonaro no combate à pandemia de covid-19.

Publicação parecida foi realizada pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP). “Pela coerência. Vamos subir a hastag #RenanSuspeito”, escreveu. O ex-ministro do Turismo, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) afirmou que entrará com uma ação questionando o “conflito de interesses” na indicação de Calheiros. “Renan Calheiros não pode ser relator da CPI da Covid-19. Tendo em vista que é pai de um Governador, também, objeto de investigação da CPI”, escreveu Álvaro sobre Renan ser pai do governador do Estado de Alagoas, Renan Filho (MDB).

Fernando Bezerra pediu a separação das ações do governo para ações de "grupos ideológicos". "Há separação do governo e da iniciativa de grupos ideológicos. Trabalhamos para manter o critério da proporcionalidade. O MDB ficaria com o relator e a segunda maior bancada, a que possui o PSD, ficaria com o presidente. Existiram outras pretensões como a do senador (Eduardo) Girão, para que viesse a ser presidente, Marcos Rogério que se colocou como candidato a relator. Então, em meio às múltiplas situações, a ideia foi criar ambiente de unidade na CPI, para focar em aspectos técnicos, para fazer esclarecimentos sobre ações, possíveis omissões no combate à pandemia. A posição da liderança é a defesa da proporcionalidade", afirmou o senador.

Renan Calheiros terá a função de apontar os responsáveis pelos erros ao longo da crise sanitária. Um acordo da maioria dos membros definiu que o emedebista será o relator, enquanto Omar Aziz (PSD-AM) ficará com a presidência, o que deve ser oficializado.

"A CPI pode investigar as ações do governo federal e, também, recursos da União para Estados e municípios, mas não há motivação política em cima de prefeito e de governador, vai apurar se de fato foi bem utilizado o recurso, se há diligencias da Polícia Federal, apuração dos tribunais de contas. Acho que não devemos ter posição de beligerância, de confrontação. Temos que sair com subsídios importantes para aprimorar a nossa situação", concluiu Fernando Bezerra Coelho.

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