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Renan Calheiros pede ao Twitter suspensão de mais de 3 mil contas bolsonaristas

O parlamentar vem sendo criticado desde que foi indicado para ser relator da CPI da Covid

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 20/04/2021 às 10:28
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MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é cotado para ser o relator da CPI da Covid no Senado - FOTO: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
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Provável relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), pediu ao Twitter o cancelamento de 3.043 contas de bolsonaristas. A informação é do Jornal O Globo. Renan tem sido atacado desde que foi escolhido para a comissão de inquérito que vai apurar possíveis omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia, além de repasses federais a Estados e municípios. O senador usou um aplicativo para a detecção de robôs. De acordo com a ferramenta, de mil menções ao nome de Renan, 67% foram feitas por robôs.

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Parlamentares bolsonaristas também foram às redes sociais criticar a escolha de Renan Calheiros para a relatoria da CPI da Covid. A indicação ainda será formalizada na primeira sessão da CPI, prevista para ocorrer na quinta-feira, 22.

Todavia, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse não haver motivo "para se temer" Renan Calheiros. "Renan tem passagem rica no Congresso, é parlamentar experiente e confiamos que a CPI não servirá a palanque político, será ação efetiva para aprimorar o enfrentamento à pandemia", comentou Fernando, em entrevista à Rádio Jornal, nessa segunda-feira (19).

No Twitter, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) pediu a seus seguidores que cobrassem os integrantes da CPI com a hashtag #RenanSuspeito. “Quer ajudar o país? Hoje é o dia explodir a tag #RenanSuspeito. Comente nas postagens dos senadores da CPI”, diz a publicação de Zambelli. Renan é crítico da condução do governo Bolsonaro no combate à pandemia de covid-19.

Fernando Bezerra pediu a separação das ações do governo para ações de "grupos ideológicos". "Há separação do governo e da iniciativa de grupos ideológicos. Trabalhamos para manter o critério da proporcionalidade. O MDB ficaria com o relator e a segunda maior bancada, a que possui o PSD, ficaria com o presidente. Existiram outras pretensões como a do senador (Eduardo) Girão, para que viesse a ser presidente, Marcos Rogério que se colocou como candidato a relator. Então, em meio às múltiplas situações, a ideia foi criar ambiente de unidade na CPI, para focar em aspectos técnicos, para fazer esclarecimentos sobre ações, possíveis omissões no combate à pandemia. A posição da liderança é a defesa da proporcionalidade", afirmou o senador.

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