ELEIÇÕES 2022

Presidente do PSB-PE defende candidatura própria no primeiro turno, apesar de aproximação com Lula

O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, relembra o projeto nacional encabeçado pelo ex-governador Eduardo Campos, em 2014, e ressalta o fato de o PSB ser o único partido brasileiro a implementar o processo de autorreforma

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 27/04/2021 às 21:14
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Foto: Roberto Pereira Jr/Divulgação
"O PSB pode procurar quadros e buscar uma forma de criar candidatura própria, mostrando o que o partido pode fazer pelo Brasil a exemplo do que já faz em vários estados", declarou o dirigente socialista - FOTO: Foto: Roberto Pereira Jr/Divulgação
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A defesa pela construção de uma candidatura própria do PSB para as eleições presidenciais em 2022, também é endossada pelo presidente estadual do partido em Pernambuco, Sileno Guedes. O posicionamento do dirigente, acaba por corroborar com a ala liderada pelo prefeito do Recife, João Campos, que é contrário à aproximação socialistas com o PT. “Nós somos o único partido que está realizando um grande programa de autocrítica, de autorreforma. O PSB tem 70 anos e é uma grande opção. Apresentamos um projeto para o Brasil em 2014, e tivemos uma catástrofe, perdemos o ex-governador Eduardo Campos. Então, o PSB pode procurar quadros e buscar uma forma de criar candidatura própria, mostrando o que o partido pode fazer pelo Brasil a exemplo do que já faz em vários estados”, declarou Guedes.

No entanto, Sileno evitou citar nomes dentro e fora do partido que pudesse encabeçar uma chapa majoritária própria. “Não diria que o PSB hoje tem um nome, mas que é importante para o primeiro turno apresentar um projeto próprio. Não tenho nada contra a pré-candidatura do ex-presidente Lula, nós temos uma relação histórica com ele e com o PT, o PSB foi muito importante para o presidente naquele momento, e isso pode ser reeditado, mas eu discutiria candidatura própria”, destacou, o dirigente em entrevista ao site Roberta Jungmann, nesta terça-feira (27).

Sobre o palanque que está sendo desenhado para o partido em Pernambuco, Sileno Guedes fez questão de pontuar em diversos momentos de sua fala, que o processo de sucessão ao Governo do Estado será conduzido pelo governador Paulo Câmara. Mas, reconheceu que o ex-prefeito do Recife e atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, tem sido mencionado como candidato natural para o pleito majoritário de 2022.

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“O prefeito Geraldo Julio é um dos melhores quadros do PSB, até pelo papel que desempenhou na prefeitura com uma gestão democrática e participativa. Diria que é um dos principais quadros para disputar qualquer eleição, seja para qual cargo for. Quem vai dar o ‘start’ é o governador Paulo Câmara, que terá sabedoria para conduzir esse processo no tempo correto”, explicou.

No momento, a orientação é de que o PSB dê continuidade ao processo de escuta das suas bases e se organize para o próximo ano. O objetivo do partido é garantir a recondução das bancadas federal e estadual, com possibilidade de ampliação. Inclusive, ao ser questionado se o governador poderia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Guedes afirmou apenas que o gestor deverá cumprir seu mandato “até o momento que achar que é conveniente”. Outra questão incerta diz respeito à vaga para o Senado, que poderá ser ofertada a um dos partidos aliados que compõem a Frente Popular de Pernambuco.

“A condução de 2022 vai ser dada da mesma forma que se deu nas outras eleições, onde apresentamos nomes que tinham condições de irem para a disputa. A gente tá encerrando um ciclo agora, o PSB vai reivindicar o governo, o que é natural, e vai submeter isso à Frente Popular. Nesse momento fica difícil falar como será essa equação”, declarou durante a entrevista.

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