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Prefeito em exercício de São Paulo, Nunes diz que continuidade do trabalho é homenagem a Bruno Covas

Estado de saúde de Bruno Covas, que luta contra um câncer, foi considerado irreversível, de acordo com boletim médico divulgado na sexta-feira (14)

Estadão Conteúdo
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Publicado em 15/05/2021 às 16:56
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SERGIO ANDRADE/GOVERNO DE SÃO PAULO
Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, 41 anos, luta há um ano e meio contra um câncer agressivo - FOTO: SERGIO ANDRADE/GOVERNO DE SÃO PAULO
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O prefeito em exercício de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), emocionou-se ao falar sobre o quadro de saúde do prefeito Bruno Covas (PSDB) na manhã deste sábado, 15, durante a abertura do "Dia D" de vacinação contra a Influenza na capital paulista. De acordo com Nunes, a decisão de manter a agenda oficial da Prefeitura um dia após o estado de saúde de Covas ser considerado irreversível, segundo boletim médico, é uma forma de homenagear o prefeito.
 
"Eu acho que a melhor homenagem que a gente pode fazer ao prefeito Bruno Covas é continuar cuidando da população, que é o que ele sempre nos orientou, o que ele sempre cobrou da gente, mesmo agora na internação, que a cidade não parasse, que cuidasse das pessoas. A equipe tem seguido e continuará seguindo as orientações do prefeito", afirmou Nunes a repórteres que acompanhavam o lançamento da campanha de vacinação.
Após um ano e meio lutando contra um câncer agressivo, Covas, de 41 anos, teve uma piora e seu quadro de saúde foi considerado irreversível, segundo a nota divulgada na sexta-feira, 14, pelo Hospital Sírio-Libanês. O documento afirma que o tucano segue recebendo medicamentos analgésicos e sedativos cercado por parentes e amigos. "O quadro clínico é considerado irreversível pela equipe médica." Auxiliares próximos, como o secretário-executivo Gustavo Pires, e o secretário de Governo, Rubens Rizek, permaneceram no hospital até as 22h para dar auxílio a familiares que estavam no quarto com Covas, sem falar com a imprensa.
 
Na coletiva, Nunes emocionou-se ao dizer que manteve contato com Covas na sexta, por telefone. "Presencialmente, estive com ele na quinta-feira, agora, por WhatsApp e telefone, ontem", disse, antes de interromper a resposta, emocionado.
 
O secretário municipal de Educação, Fernando Padula, amigo de longa data do prefeito de São Paulo, também falou em tom emocionado sobre Covas. "Esse ano completa 30 anos que eu conheço o Bruno. E tenho certeza que ele ficaria muito bravo com a gente, se a gente cancelasse essa agenda."
Ainda no evento, o secretário de Saúde, Edson Aparecido, prestou homenagem a Covas e lembrou da batalha travada pelo prefeito nos últimos tempos. "A melhor homenagem que a gente pode fazer para o Bruno é trabalhar, cuidar da população da cidade, que reconheceu seu trabalho na pandemia. O Bruno enfrentou a pandemia, enfrentou a doença, enfrentou a campanha eleitoral de cabeça erguida, então eu acho que a melhor homenagem que a gente pode fazer a ele, e ele quer dessa maneira, é cuidando da população da nossa cidade".
 

Presidente municipal do PSDB visita Covas

O presidente municipal do PSDB, Fernando Alfredo, que além de correligionário, é amigo de adolescência de Bruno Covas, fez uma visita ao prefeito paulista no hospital Sírio Libanês, neste sábado (15). Na saída do hospital, Alfredo conversou com jornalistas, onde destacou a carreira política do prefeito licenciado, e afirmou que é preciso "aguardar e respeitar o momento" de Covas.
 
"Agora é a gente aguardar, respeitar o momento dele, ele é forte, ele é guerreiro, está lutando. E é isso, não tem muito o que falar além de todos nós nos unirmos numa corrente do bem e torcer para que ele fique bem", declarou Alfredo.
 
Emocionado, o presidente municipal da sigla falou que Covas era um exemplo de vida "como o avô", disse, lembrando do ex-governador paulista Mário Covas, e também afirmou que quem perde com o quadro clínico do prefeito não é o PSDB, mas o País. "Sem sombra de dúvidas o Bruno seria governador e seria presidente desse País, ele era nossa esperança, esperança da nossa geração", declarou.

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