Ex-ministro

Na CPI da Covid, Ernesto Araújo fala em boa relação com a China e defende gestão no Itamaraty

Sobre a pandemia, Araújo afirmou que o Itamaraty teve ''sucesso'' em trazer os brasileiros que estavam na China e em outros países

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo
Publicado em 18/05/2021 às 11:43
AGÊNCIA SENADO
RELAÇÕES EXTERIORES Ernesto Araújo também terá dados analisados - FOTO: AGÊNCIA SENADO
Leitura:

Em fala inicial à CPI da Covid, na manhã desta terça-feira (18), o ex-chanceler Ernesto Araújo procurou fazer uma defesa de sua atuação enquanto esteve à frente do Ministério de Relações Exteriores. Ele deixou a pasta no final de março após forte pressão do Congresso Nacional, principalmente vinda do Senado. Segundo Araújo, sob sua gestão, o Itamaraty atuou em conjunto com o Ministério da Saúde e outras pastas no enfrentamento a pandemia - além de contribuir com mudanças em relação a governos anteriores.

>> Senador Marcos do Val pede saída de Renan Calheiros da relatoria da CPI da Covid

>> Aras envia para CPI da Covid lista de investigações contra governadores

>> Para Flávio Bolsonaro, Renan Calheiros é 'altamente tóxico' para trabalhos da CPI da Covid

>> PSDB vai apresentar ação para obrigar Bolsonaro a usar máscara e manter distanciamento, anuncia Tasso Jereissati

Segundo Ernesto, foi adotada uma política comercial ambiciosa e intensa, em que o Brasil foi colocado a "um passo" de se tornar membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "Nos dedicamos a defender direito a vida, liberdade de crença, de opinião. Abrimos frentes (comerciais) concretas com nossos diversos parceiros. Ideologia e pragmatismo é um binômio equivocado. Meu objetivo foi contribuir para um Brasil grande e livre com economia competitiva. Sem a preservação de valores a vida humana perde sentido e significado Defendendo valores, Brasil conseguiu assinar 180 atos internacionais", disse.

Sobre a pandemia, Araújo afirmou que o Itamaraty teve "sucesso" em trazer os brasileiros que estavam na China e em outros países. "Foi a maior operação de repatriação humanitária do País", disse. Alvo de críticas, a atuação do ex-chanceler em relação à compra de vacinas contra a covid-19 também foi comentada por Araújo.

Acompanhe ao vivo a CPI da Covid:

Segundo ele, "graças a qualidade de relações com a Índia", o Brasil foi o primeiro país do mundo a receber vacinas exportadas do País. E que "graças à relação madura e construtiva com China", o País foi o que mais recebeu vacinas e insumos de vacinas fabricados no país asiático, segundo ele. "Logo no começo da pandemia, postos do Itamaraty foram instruídos a contatar pesquisas de vacinas, atuamos em conjunto com o Ministério da Saúde", afirmou o ex-chanceler.

"No final da minha gestão já tínhamos disponíveis 30 milhões doses de vacina. Também no final da minha gestão tínhamos insumos para mais 30 milhões de doses", afirmou.

Convocações

Antes do depoimento de Araújo, a CPI da Covid, aprovou, ainda no início dos trabalhos, a convocação do ex-secretário executivo da Saúde Coronel Antônio Elcio Franco Filho, e a convocação do presidente da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), Hélio Angotti Netto.

>> 'Pode levar esses dois santinhos para longe de mim', diz Daniel Coelho sobre Renan Calheiros e Flávio Bolsonaro

>> Flávio Bolsonaro vai à CPI da Covid, pede vacina e chama Renan Calheiros de ''vagabundo''

O coronel Élcio atuou como o número dois do Ministério da Saúde na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello e foi exonerado do cargo em março deste ano. Já o presidente da Conitec é convocado a prestar esclarecimentos após o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, evitar se posicionar contra o uso de fármacos sem a eficácia comprovada para o tratamento da covid-19 pois, segundo ele, a Conitec ainda estava avaliando e elaborando o protocolo de tratamento contra doença.

Comentários

Últimas notícias