Inquérito

Suspeitos de ataque cibernético contra o STF são alvo de operação em Pernambuco e outros dois estados

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão

Ana Maria Miranda
Ana Maria Miranda
Publicado em 08/06/2021 às 7:49
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Operação é realizada pela Polícia Federal em Pernambuco, São Paulo e Goiás - FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Atualizada às 10h10

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (8) uma operação contra uma organização criminosa suspeita de realizar ataques cibernéticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão são cumpridos em Pernambuco, São Paulo e Goiás.

De acordo com a PF, as investigações da operação "Leet" começaram após a equipe de tecnologia da informação (TI) do STF identificar uma série de condutas suspeitas, que indicavam um ataque hacker ao site da Corte, no dia 3 de maio deste ano.

Estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária nas cidades de Itumbiara (GO), Bragança Paulista (SP), Belém do São Francisco, no Sertão de Pernambuco, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, no Grande Recife. As ordens de prisão foram expedidas por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Por volta das 10h, a Polícia Federal em Pernambuco informou que dos três mandados de prisão no Estado, foram cumpridos os de Olinda e Jaboatão. Já em Belém do São Francisco, o suspeito não foi localizado; as buscas continuam.

Os presos ficarão à disposição da Justiça de Brasília no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Já o material de informática apreendido será encaminhado para a sede da PF na capital federal, que coordena a operação.

Os suspeitos irão responder pelos crimes de invasão a dispositivo informático alheio mediante violação indevida de mecanismo de segurança sem autorização e associação criminosa (artigos 154-A, §3º e 288 do Código Penal).

Investigações

A PF informou que durante a investigação foram identificados endereços de onde os ataques partiram, assim como pessoas que teriam praticado os crimes de forma "sistemática e organizada". A polícia revelou ainda que as medidas judiciais cumpridas nesta terça visam identificar outros participantes dos ataques.

O inquérito que apura a tentativa de invasão à rede interna do STF foi aberto em maio pela Polícia Federal. Na ocasião, o ataque cibernético chegou a derrubar os acessos ao site do Supremo. Na época, o STF disse, em nota, que "o acesso fora do padrão foi contido enquanto ainda estava em andamento e, segundo informações preliminares, somente dados públicos ou de características técnicas do ambiente foram acessados, sem comprometimento de informações sigilosas"

Nome da operação

O nome da operação, Leet, também conhecido como eleet ou leetspeak, é uma alternativa ao alfabeto usado inicialmente para o idioma inglês, empregado na internet. Os usuários fazem combinações de caracteres ASCII para substituir letras do alfabeto latino. "Leet" é usado por hackers e gamers como um adjetivo para descrever proeza formidável ou realização.

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