2022

Citado por Kassab como possível candidato à presidência, André de Paula diz que prefere disputar o Senado

De acordo com o deputado federal, a lembrança do seu nome para a disputa da presidência "deixaria qualquer político feliz", mas ele diz que considera o gesto de Kassab mais como uma "homenagem"

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 16/06/2021 às 18:18
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LUIS MACEDO/AGÊNCIA CÂMARA
PSD Citado por Kassab no plano nacional, deputado quer majoritária local - FOTO: LUIS MACEDO/AGÊNCIA CÂMARA
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Presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab já deixou claro em várias ocasiões que o partido tem o projeto de lançar um candidato próprio à Presidência da República em 2022. Presidente do PSD-PE, o deputado federal André de Paula é sempre lembrado pelo ex-ministro como um dos nomes que a legenda pode escolher para representar o partido nacionalmente nas urnas, mas o pernambucano diz que, apesar de sentir-se lisonjeado em ser lembrado pelo correligionário, nutre na verdade o desejo de concorrer ao Senado no próximo ano pela Frente Popular.

"O presidente defende e persegue uma tese de que nós vamos ter candidato próprio. Ele tem trabalhado intensamente nesse sentido, o partido tem se fortalecido muito, recentemente entrou Eduardo Paes e um grupo, consolidando um palanque muito forte no Rio, em Minas Gerais nós temos dois senadores, o prefeito de Belo Horizonte, mais de 100 prefeitos no Brasil, ou seja, o PSD está muito bem em vários colégios eleitorais de relevo. E o partido trabalha para colocar na rua o 55, construir um projeto para o País. A gente se sente obrigado a apresentar uma alternativa para essa polarização que o Brasil assiste. Ele (Kassab) tem dado destaque a alguns nomes do partido e tem sido muito generoso comigo", explicou o parlamentar.

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Apesar de dizer que a lembrança do seu nome para a disputa da presidência "deixaria qualquer político feliz", André de Paula afirma que considera o gesto de Kassab mais como uma "homenagem". "Claro que eu me sinto lisonjeado, porque ainda que a gente saiba que essa é muito mais uma homenagem que me é prestada, é muito bom a gente saber que, no partido da gente, nós somos considerados como uma alternativa para qualquer espaço. Sim, porque o cara que é mencionado para presidente da República pode ser lembrado pelo partido para qualquer desafio. O presidente tem falado sobre dois deputados federais, eu e Fábio Trad, escolheu dois senadores (Antonio Anastasia e Otto Alencar), o governador do Paraná (Ratinho Jr.) e o prefeito de Belo Horizonte, seis quadros da maior importância para o partido. Isso é uma coisa que deixaria qualquer político feliz, mas eu entendo que, nessa afirmação, os nomes são menos importantes do que o recado, a sinalização de que o partido vai ter candidato próprio", declarou.

Em Pernambuco, o PSD integra a Frente Popular, coligação que dá sustentação ao governo Paulo Câmara (PSB). Questionado sobre o seu futuro em 2022, De Paula diz estar animado com a possibilidade de concorrer a uma vaga no Senado, mas admite que ainda é cedo para tratar sobre o tema com os aliados locais.

"Eu confesso que não estou trabalhando ou planejando uma construção nacional, isso é algo que depende muito mais do partido. Mas participar da majoritária em Pernambuco é um projeto tanto meu quanto do partido. É claro que isso independe da vontade do PSD, nós estamos dentro de uma frente e uma série de circunstâncias que envolvem vários atores ainda serão, no momento oportuno, consideradas. Agora eu acho que a trajetória política, a conduta nos mandatos, o fato de que desde a fundação do partido nós temos uma sólida aliança com o PSB, o fato de que sempre estivemos no palanque da Frente Popular nos torna uma alternativa, entre outras que podem aparecer. Essa é uma pretensão natural que se coloca, mas com absoluto amadurecimento eu sei que não é a hora de definições ou de trabalhar uma candidatura futura", comentou André de Paula.

Além do presidente do PSD-PE, outros membros da Frente Popular estão sendo cotados para a vaga de candidato a senador na coligação em 2022. Entre os nomes que circulam nos bastidores, há os deputados federais Eduardo da Fonte (PP), Sebastião Oliveira (Avante), Silvio Costa Filho (REP) e Carlos Veras, caso o PT oficialize seu retorno à base do governo. Os deputados estaduais Eriberto Medeiros (PP) e Zé Queiroz (PDT) também são frequentemente lembrados para o posto.

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