DESGASTE

Aprovação do presidente Bolsonaro fica em 24% e reprovação sobe para 49%, segundo Ipec

Pesquisa mostra que 49% consideram a atual gestão como ruim ou péssima e que 66% desaprovam a maneira como o presidente Bolsonaro governa o País

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 24/06/2021 às 22:11
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ALAN SANTOS/PR
Os que consideram a gestão de Bolsonaro como regular ficaram em 26% - FOTO: ALAN SANTOS/PR
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A aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou em 24% e aumentou para 49% os que consideram a atual gestão como ruim ou péssima, segundo uma pesquisa realizada pelo Ipec nos dias 17 a 21 de junho. O levantamento se baseou em entrevistas feitas com 2002 pessoas em 141 cidades. Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro deste ano, 28% consideraram a administração ótima/boa e 39% classificaram a mesma como ruim e péssima.

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Também houve queda nos que consideravam a gestão de Bolsonaro como regular, que ficaram em 26% na atual pesquisa contra 31% da anterior. A margem de erro da pesquisa é dois pontos percentuais para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.


A pesquisa perguntou se os entrevistados aprovavam ou reprovavam a maneira como Jair Bolsonaro governa o Brasil. Do total, 30% aprovaram e 66% desaprovaram. Na edição anterior, esses percentuais foram, respectivamente, 38% e 58%.

Também aumentou o percentual dos que não confiam no presidente que totalizaram 68% na atual pesquisa, enquanto na edição anterior esse grupo era formado por 61%. Os que confiaram agora são 30%, enquanto na pesquisa anterior chegavam a 36%.

Fundado por ex-executivos do Ibope Inteligência, o Ipec atua na área de consultoria e inteligência, fazendo pesquisa de mercado, opinião e política.

CENÁRIO POLÍTICO

A queda na aprovação do presidente ocorre num momento muito desgastante: o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles caiu devido a suspeita de envolvimento na exportação de madeira ilegal nesta quarta-feira (23), a Comissão Parlamentar do Inqúerito (CPI) da covid-19 revelou o descaso do governo federal para comprar vacinas contra a covid-19 e que também faltou uma coordenação no enfrentamento à pandemia. No sábado (19), milhares de pessoas foram as ruas em várias capitais protestando contra o governo de Jair Bolsonaro.

Líderes partidários, representantes de movimentos sociais e parlamentares se reuniram nesta quinta-feira (24) e decidiram fazer um "superpedido de impeachment" contra o presidente Jair Bolsonaro, reunindo mais de 100 pedidos feitos por siglas, grupos de oposição e até por parlamentares - que apoiaram o presidente -, como Alexandre Frota (PSDB-SP), segundo informações da Folha de São Paulo.

O "superpedido" vai ser entregue à Câmara dos Deputados na quarta-feira (30) junto com um ato público com representantes de movimentos sociais. As discussões sobre a iniciativa contam com a liderança dos presidente do PSOL, PT, PC do B, PDT, PSB, Rede, PV e Cidadania. A intenção é aumentar a pressão para que o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) passe a analisar esses pedidos. Arthur Lira foi eleito presidente da Câmara dos Deputados com o apoio de Bolsonaro e até o último dia 24 de abril já tinha recebido mais de 50 pedidos de impeachment contra o presidente.

 

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