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"Estamos apanhando sem parar". Carla Zambelli pede orações por Bolsonaro em dia de denúncia de propina na vacina. Veja vídeo

A deputada federal afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tem feito de tudo o que está ao seu alcance e pediu orações

Larissa Lira AFP
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Larissa Lira
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Publicado em 30/06/2021 às 0:18 | Atualizado em 30/06/2021 às 7:27
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Zambelli se pronunciou em suas redes sociais - FOTO: Filipe Jordão/JC Imagem
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Após a Folha de S.Paulo publicar a denúncia sobre um suposto pedido de propina pelo diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, para compra de vacina, a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) se pronunciou em suas redes sociais. “Estamos apanhando sem parar. E aí? Qual é a nossa situação e o que fazer?”, questionou, sem mencionar o caso.

No vídeo, a deputada disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem feito de tudo o que está ao seu alcance. “A gente está um pouco cansado, porque não tem nada que a gente possa fazer além do que estamos fazendo", acrescentou.

Zambelli também pediu para que as pessoas rezem pelo governo. “Eu peço oração. Porque quem sabe Deus possa nos ajudar. Quem sabe Deus possa indicar um caminho? Porque tem hora que é difícil. A gente olha e não enxerga um caminho. Mas a gente olha para cima e diz: ‘meu Deus, por favor me dê forças para seguir só mais um dia'”, disse.

Denúncia de propina

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pediu propina de 1 dólar por dose de um representante da empresa Davati Medical Supply, que tentava negociar a venda de 400 milhões de vacinas AstraZeneca ao governo.

O representante da Davati no Brasil, o empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira, garantiu que o acordo, proposto em fevereiro, foi rejeitado por sua empresa, segundo o jornal.

Logo após a publicação dessas denúncias, o Ministério da Saúde informou em nota que o diretor de Logística supostamente implicado na tentativa de suborno será destituído de seu cargo nesta quarta-feira.

O laboratório anglo-sueco AstraZeneca, por sua vez, negou, em comunicado citado pelo portal G1, a utilização de intermediários para negociar com governos.

O caso revelado pela Folha se soma a outras denúncias de irregularidades investigadas por uma CPI instaurada pelo Senado para apurar o fracasso da resposta do governo à pandemia, que já deixou mais de meio milhão de mortos no Brasil.

É uma "Denúncia forte. Vamos convocar o senhor Luiz Paulo Dominguetti Pereira para depor na #CPIdaPandemia na próxima sexta-feira", tuitou o senador Omar Aziz, presidente da CPI.

Outro funcionário do Ministério da Saúde disse na semana passada que detectou em março possíveis irregularidades no contrato para adquirir a vacina indiana Covaxin, do laboratório Bharat Biotech, a preços altíssimos, e que a preocupação foi repassada diretamente a Bolsonaro pessoalmente.

Acrescentou que Bolsonaro lhe garantiu que comunicaria essas suspeitas à Polícia Federal, algo que aparentemente nunca fez.

Essa aparente omissão levou três senadores a abrirem um processo no STF na segunda-feira para que Bolsonaro fosse investigado por um possível crime de "prevaricação".

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira que, por enquanto, não detectou irregularidades no contrato de vacina da Índia, para o qual até o momento não houve entregas ou pagamentos. O órgão, porém, decidiu suspender o contrato enquanto investiga as suspeitas.


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