Alepe

Após trocar acusações com Jô Cavalcanti, Alberto Feitosa diz que é vítima de calúnia e vai à Justiça para se defender

Desentendimento entre os parlamentares ocorreu na terça-feira (29), enquanto os membros da CCLJ debatiam o Projeto de Lei 1010/2020

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 30/06/2021 às 18:27
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Alberto Feitosa, na Alepe FOTO:
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Após as integrantes do mandato coletivo Juntas (PSOL) lançarem uma nota afirmando que o deputado estadual Alberto Feitosa (PSC) "destilou autoritarismo, fake news, racismo, classismo e machismo" durante reunião da Comissão de Constituição Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o parlamentar afirmou, nesta quarta-feira (30), que é vítima de calúnia e que acionará a Justiça para defender-se das acusações "de crime de racismo" feitas contra ele. O desentendimento entre Feitosa e a codeputada Jô Cavalcanti ocorreu na terça-feira (29), enquanto os membros da CCLJ debatiam o Projeto de Lei 1010/2020, que suspende o cumprimento de mandados de reintegração de posse, despejos e remoções judiciais ou mesmo extra-judiciais no Estado, devido à pandemia de covid-19.

De acordo com o comunicado divulgado por Feitosa à imprensa, a parlamentar "usa o vitimismo para se autopromover, aproveitando-se das classes menos favorecidas e da desinformação para fazer politicagem, eximindo-se de sua responsabilidade e utilizando estratégias enganosas e falsas narrativas para atacar com acusações caluniosas e difamatórias a ele e a todos que pensam diferente dela". Para o deputado, "essa atitude é própria daqueles de pouco compromisso com a verdade, daqueles que se escondem, não assumem e não falam o que fizeram e o que fazem".

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No texto, Feitosa falou mais uma vez que a codeputada participou de uma manifestação realizada em frente à Alepe na semana passada, em que participantes de movimentos sociais afirmaram que iriam invadir a casa do coronel. "Após o ocorrido, o parlamentar se dirigiu com fotos e vídeos que comprovam a participação da deputada no movimento, ao Ministério Público, ao presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, e à Polícia Civil, e pediu que fossem tomadas todas as providências legais contra as ameaças realizadas durante um ato inadmissível e antidemocrático", afirma a nota. No pronunciamento divulgado pelas Juntas ontem, as codeputadas disseram que "não têm relação alguma com essa suposta fala".

Por fim, o comunicado diz que Jô Cavalcanti "disparou em suas redes sociais uma série de ataques caluniosos ao deputado, acusando-o sem provas, sem indícios e sem fundamento ou nada que justifique a acusação de racismo promovida pela parlamentar" e que irá à Justiça para defender-se das acusações.

A assessoria de imprensa das Juntas foi procurada para que as codeputadas pudessem responder ao texto de Feitosa, mas afirmou que elas não fariam um novo pronunciamento sobre o caso.

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